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segunda-feira, 13 de abril de 2026

Sudene reforça importância do trecho da ferrovia Transnordestina em Pernambuco

Andamento da obra do trecho Salgueiro–Suape é apresentado na Alepe e avança como eixo estratégico para o desenvolvimento regional

A Superintendência do Desenvolvimento do Nordeste (Sudene) destacou, nesta terça-feira (13), seu papel estratégico na consolidação da ferrovia Transnordestina durante reunião promovida pela Frente Parlamentar em Defesa da ferrovia, na Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe). O encontro marcou a apresentação do Projeto Executivo do trecho pernambucano pela Infra S.A., responsável pela condução da obra no estado.

Representando a Autarquia, o superintendente Francisco Alexandre reforçou o compromisso da Sudene com a integração logística do Nordeste, ressaltando a ferrovia como um dos principais vetores estruturantes da Região. “O trecho pernambucano da Transnordestina é essencial para o estado, tanto para escoamento da produção e, principalmente, para a promoção do desenvolvimento”, afirmou. 

A ferrovia Transnordestina é considerada uma das maiores obras de infraestrutura do País, com 1.750 km de extensão, atravessando mais de 80 municípios e conectando áreas produtoras aos portos estratégicos do Nordeste. O projeto está dividido em dois grandes trechos: o que liga Eliseu Martins (PI) ao Porto do Pecém (CE), atualmente em execução, e o ramal pernambucano entre Salgueiro e o Porto de Suape, foco da audiência. 

A ferrovia tem potencial para reduzir custos logísticos, impulsionar cadeias produtivas e atrair novos investimentos, conectando o interior nordestino aos principais mercados nacionais e internacionais. A iniciativa também deve gerar empregos e dinamizar a economia local, especialmente em áreas historicamente menos assistidas.

Durante a apresentação técnica, o representante da Infra S.A. detalhou o andamento do trecho Salgueiro–Suape, que possui 544 km de extensão e está em fase de estruturação das obras. Entre os destaques, está a licitação já realizada para o lote entre Custódia e Arcoverde, com cerca de 73 km de extensão, incluindo obras de infraestrutura e engenharia necessárias à conclusão do segmento. Espera-se homologar o vencedor do certame ainda nesta mês. O contrato de R$ 391,2 milhões prevê prazo de 53 meses para execução.

“Além disso, há expectativa de novos editais ainda no primeiro semestre de 2026, ampliando o ritmo de implantação da ferrovia no estado, com contratações de obras até o fim deste ano”, disse o diretor de Empreendimentos da Infra, André Ludolfo. Os trechos a serem contemplados são de Cachoeirinha a Belém de Maria (SPS07) e de Pesqueira a Cachoeirinha (SPS06). Vale ressaltar que todas as licenças do trecho de Salgueiro a Belém de Maria já estão sob a responsabilidade da Infra.

André Ludolfo ressaltou que os trechos quem ligam Belém de Maria ao Porto de Suape (142 quilômetros) estão na fase de elaboração conceitual dos traçados da ferrovia. “Os traçados ainda não estão definidos e a Infra também não tem sua imissão”, frisou. Em contrapartida, ele elencou que a Infra  já detém o termo de delegação do Dnit, a licença de instalação e foram contratadas empresas para a gestão fundiária para as áreas da ferrovia, para a realização de estudos ambientais. “Também publicamos o primeiro edital de supervisão de obras”, disse. 

Presidente da Frente Parlamentar em Defesa da Transnordestina em Pernambuco, deputado estadual João Paulo, autor da convocação da reunião, lembrou que Pernambuco correu o risco real de ficar à margem de um dos maiores corredores logísticos do País. “A obra no trecho Custódia - Arcoverde é uma etapa inicial, mas simbólica porque marca a retomada da obra”, ressaltou. 


Informações

A Sudene é uma das principais financiadoras do trecho cearense da Ferrovia Transnordestina, por meio de recursos do Fundo de Desenvolvimento do Nordeste (FDNE). Deverá aplicar R$ 7,4 bilhões no projeto até 2027, dos quais já foram liberados R$ 6,6 bilhões, incluindo R$ 800 milhões oriundos do antigo Fundo de Investimentos do Nordeste (Finor). 

Dos 1.200 quilômetros da ferrovia, que ligam Eliseu Martins (PI) ao Porto de Pecém (CE), 720 quilômetros já estão concluídos e uma parte deles, de Bela Vista (PI) a Iguatu (CE), já opera comercialmente. Podem ser transportados grãos, minérios, fibras e proteínas.

Foto: Elvis Aleluia/ Sudene

Magreza a qualquer custo: o preço invisível das canetas emagrecedoras


Nos últimos anos, assistimos à popularização do uso das chamadas “canetas emagrecedoras” tidas como uma solução rápida e aparentemente eficaz para a perda de peso. Impulsionadas intensamente através de postagens nas redes sociais, celebridades e pela promessa de resultados quase imediatos, essas medicações passaram a ser utilizadas de forma indiscriminada, na maioria das vezes sem prescrição adequada, sem acompanhamento profissional e, fato ainda mais preocupante, sem um objetivo terapêutico bem definido. 

Esses medicamentos são obtidos muitas vezes de forma clandestina, transportados por pessoas inescrupulosas que tem somente um objetivo: lucrar a qualquer custo utilizando o desejo de obter o “corpo dos sonhos” idealizado a partir de comparações com perfis nas redes sociais. O medicamento, considerado um grande avanço para o tratamento da diabetes e da obesidade se tornou uma panaceia e pessoas que nem se enquadram como obesas buscam obsessivamente o produto a todo custo, sem se importarem com valores ou procedência. 

Esse fenômeno não pode ser analisado apenas sob a ótica farmacológica. Ele reflete uma questão ainda mais profunda e delicada que é a relação da sociedade contemporânea com o próprio corpo/imagem. A busca pela magreza deixou, em muitos casos, de estar associada à saúde e passou a ser guiada por padrões estéticos impostos e apresentados nas redes sociais como perfeitos, mas são inalcançáveis e, frequentemente, nocivos. O corpo magro tornou-se um ideal a qualquer custo, inclusive à custa da própria saúde. 

As canetas emagrecedoras, quando bem indicadas, têm garantido o seu papel no tratamento da obesidade e de condições metabólicas associadas. No entanto, o uso sem critério está transformando uma ferramenta terapêutica em um risco potencial. Entre os efeitos adversos mais preocupantes estão a pancreatite, uma inflamação grave do pâncreas que pode exigir internação; episódios de hipoglicemia, que colocam o paciente em risco imediato de convulsão e coma; e a sarcopenia, caracterizada pela perda de massa muscular, um efeito silencioso, mas profundamente prejudicial. 

A perda de peso rápida, sem o acompanhamento nutricional e sem estímulo à preservação da massa magra, leva o organismo a um estado crítico de fragilidade metabólica. O que se observa, na prática, é que muitos indivíduos perdem peso na balança, mas não necessariamente melhoram sua composição corporal. Ao contrário, podem estar perdendo massa muscular que comprometerá a sua funcionalidade e qualidade de vida. 

Outro ponto crítico surge com a interrupção não orientada do uso dessas medicações. Sem mudanças sustentáveis no estilo de vida e sem acompanhamento adequado, há um alto risco de reganho de peso, muitas vezes com uma composição corporal ainda mais desfavorável. É nesse contexto que surge a chamada obesidade sarcopênica: uma condição em que há aumento de gordura corporal associado à redução de massa muscular, elevando significativamente os riscos cardiovasculares, metabólicos, funcionais, dificultando ainda mais a perda de peso devido às mudanças metabólicas decorrentes da perda da massa muscular. 

Diante desse cenário, é urgente resgatar o conceito de saúde como prioridade. Emagrecer não deve ser um fim em si mesmo, mas parte de um processo mais amplo de cuidado com o corpo, com a alimentação, com o movimento e com o bem-estar emocional. Nenhuma medicação substitui hábitos saudáveis e nenhuma intervenção deve ser iniciada sem orientação multiprofissional qualificada. 

Mais do que discutir o uso das canetas emagrecedoras, precisamos refletir sobre o que estamos, de fato, buscando. Um número menor na balança ou um corpo saudável e funcional? A resposta para essa pergunta pode redefinir não apenas escolhas individuais, mas também a forma como, coletivamente, lidamos com saúde, estética e qualidade de vida. 

Dra Rita de Cássia Valente Ferreira - Farmacêutica-bioquímica; mestre em ciências (microbiologia) e doutora em ciências biomédicas (imunologia). Professora e coordenadora do curso de Biomedicina, estética e farmácia da Wyden.

Solidariedade que alimenta o presente e renova a esperança

LBV alcançou a marca de 44.500 cestas entregues a famílias no Natal de 2025


No Natal de 2025, a Legião da Boa Vontade promoveu mais uma grande mobilização solidária em favor de milhares de famílias em situação de vulnerabilidade social em todo o Brasil. Por meio de sua tradicional ação natalina, a campanha Natal Permanente da LBV — Jesus, o Pão Nosso de cada dia!, ela realizou a entrega de 44.500 cestas de alimentos, levando dignidade, cuidado e esperança a milhares de lares nas cinco regiões do país.

Mais do que garantir alimento à mesa durante um período tão simbólico, a iniciativa representou um gesto concreto de acolhimento e solidariedade, especialmente para famílias que enfrentam dificuldades econômicas e insegurança alimentar. Para muitas delas, a cesta recebida significou tranquilidade, alívio e a certeza de que não estavam sozinhas.

O impacto dessa ação ultrapassa o aspecto material. Ao chegar às comunidades, a LBV fortaleceu vínculos, renovou a esperança e reforçou valores essenciais como a fraternidade, a partilha e o amor ao próximo. Cada entrega de cesta foi também uma mensagem de respeito à dignidade humana e de incentivo para que essas famílias sigam acreditando em dias melhores.

Com essa mobilização nacional, a LBV reafirmou, mais uma vez, seu compromisso permanente com a redução das desigualdades sociais e com a promoção de uma sociedade mais justa, solidária e fraterna, demonstrando que a Solidariedade transforma vidas e ajuda a construir um futuro com mais humanidade para todos.

A Legião da Boa Vontade agradece a todos os doadores, colaboradores, voluntários e parceiros que contribuíram para que essa ação solidária fosse possível.

Quem deseja continuar transformando vidas pode apoiar as ações da LBV por meio de doações em seu site oficial www.lbv.org; pela chave: pix@lbv.org.br; ou pelo 0800 055 50 99. Ajude a levar alimento, cuidado e esperança a milhares de famílias ao longo de todo o ano.

Acompanhe todas as ações realizadas pela Instituição acessando o perfil @LBVBrasil no Instagram e no Facebook.

Papa responde a Trump: “Não tenho medo do presidente dos EUA"

Leão XIV diz que continuará a falar com força sobre a guerra

Durante o voo de ida para Argel, primeira etapa da viagem à África, o papa Leão XIV disse que não tem medo do presidente dos Estados Unidos (EUA), Donald Trump. "Continuarei falando com voz forte sobre a mensagem do Evangelho, pela qual a Igreja trabalha. Não somos políticos, não olhamos para a política externa com a mesma perspectiva. Mas acreditamos na mensagem do Evangelho como construtores de paz”. 

Leão XIV respondeu às críticas de Trump, feitas na rede Truth Social, de que o papa é fraco em política externa e deve deixar de agradar a esquerda radical.

"Não quero um papa que ache que está bem o Irã ter arma nuclear. Não quero um papa que considere terrível que os Estados Unidos tenham atacado a Venezuela. E não quero um papa que critique o presidente dos Estados Unidos quando estou fazendo exatamente aquilo para que fui eleito", declarou." Trump sugeriu que Leão XIV foi eleito porque era estadunidense, pensaram que seria a melhor forma de lidar com o republicano, e pediu que ele seja grato. 

Leão XIV diz que não vê seu papel como o de um político e que não quer entrar em debate com o presidente dos EUA. "A minha mensagem é o Evangelho e continuo a falar com força contra a guerra” 

Durante a viagem, o papa cumprimentou os cerca de 70 jornalistas que o acompanham: “É uma viagem especial, a primeira que eu queria fazer. Uma oportunidade muito importante para promover a reconciliação e o respeito pelos povos”. Ele visitará até a próxima quinta-feira (23) a Argélia, Camarões, Angola e Guiné Equatorial. 

Falar com força contra a guerra

Segundo Leão XIV, a mensagem do Evangelho não deve ser deturpada como alguns estão fazendo. "Eu continuo a falar com força contra a guerra, buscando promover a paz, promovendo o diálogo e o multilateralismo com os Estados para encontrar soluções aos problemas. Muitas pessoas estão sofrendo hoje, muitos inocentes foram mortos e acredito que alguém deve se levantar e dizer que há um caminho melhor”. 

Ele diz que sua mensagem é para todos os líderes do mundo, não apenas para Trump: "Tentemos acabar com as guerras e promover a paz e a reconciliação”. 

Fonte: Agência Brasil

domingo, 12 de abril de 2026

Débora Almeida acompanha obras da Maternidade de Garanhuns e ressalta eficiência e qualidade da construção


Na manhã deste sábado (11), a deputada estadual e líder do PSD na Alepe, Débora Almeida, realizou visita às obras da futura Maternidade de Garanhuns. Com previsão de entrega da primeira etapa ainda em 2026, a unidade está sendo estruturada para oferecer um atendimento moderno, humanizado e de alto padrão. 


O projeto integra um investimento de cerca de R$ 58,2 milhões, fruto da parceria entre o Governo de Pernambuco e o Governo Federal.
Aliada da governadora Raquel Lyra, a parlamentar destacou que o equipamento contará com mais de 10 mil metros quadrados de área construída e aproximadamente 150 leitos, ampliando significativamente a capacidade de atendimento materno-infantil na região.


Com caráter também fiscalizador, a visita reforçou, segundo Débora, o ritmo acelerado e a qualidade das obras executadas pelo Governo do Estado. Acompanhada por sua equipe e técnicos da construtora responsável, que também atua na construção do Hospital Regional Mestre Dominguinhos — atualmente em fase de terraplanagem —, a deputada percorreu as instalações já erguidas e destacou o padrão dos materiais utilizados.

Após a agenda, em entrevista ao programa Leitura Ampla, da Rádio FM Sete Colinas, a parlamentar demonstrou entusiasmo: “Estou muito feliz. A governadora Raquel Lyra está concretizando ações que por muito tempo ficaram apenas no discurso. Hoje, vemos um governo que entrega resultados em todas as regiões. Garanhuns será contemplada com equipamentos fundamentais para o Agreste, garantindo mais segurança e acolhimento para milhares de pernambucanos.”


De acordo com o Governo do Estado, a maternidade contará com serviços especializados, incluindo Centro de Parto Normal, ambulatórios para gestação de alto risco, UTIs obstétrica e neonatal, Unidades de Cuidados Intermediários (UCINco e UCINca), além de banco de leite.

Imagens: Matheus Augusto

sábado, 11 de abril de 2026

Mestre Biloco morre aos 83 anos em Goiana e deixa um vazio na cultura popular de Pernambuco

Severino Luiz de França faleceu neste sábado, 11, aos 83 anos, em Goiana. Um dos mais importantes artistas da cultura popular pernambucana, ele deixa um legado de mais de cinco décadas de dedicação às tradições da Mata Norte


Goiana acordou mais silenciosa neste sábado, 11 de abril. A cidade da Mata Norte, a 65 quilômetros do Recife, perdeu na manhã de hoje um de seus filhos mais ilustres: Severino Luiz de França, o Mestre Biloco, morreu aos 83 anos em sua própria casa. Os detalhes do velório e do sepultamento ainda não foram informados pela família. A partida deixa um vazio difícil de mensurar na cultura popular de Pernambuco.

Biloco era muito mais que um músico, era uma instituição viva. Maestro, instrumentista,
mestre de maracatu, regente de frevo e guardião de tradições que só existiam porque ele as carregava na memória, atravessou décadas sendo a espinha dorsal da vida cultural de Goiana e da Zona da Mata Norte.

Nascido no Sertão pernambucano, Severino chegou a Goiana com apenas quatro meses de idade, criando-se no coração da cidade. Desde cedo, revelou um talento musical que
floresceu de forma completamente autodidata, inspirado pelo irmão mais velho, que o apresentou ao mundo dos sons ainda na infância. 


Aos oito anos, já construía seus próprios
instrumentos com latas de doce e canos, e logo dominaria o trombone de pisto com a
precisão de quem lê uma partitura.

Sua trajetória formal na cultura popular teve início em 1971, com a fundação da Ciranda dos Cangaceiros, grupo que se tornaria, ao longo de mais de cinco décadas, a mais antiga ciranda ativa de Pernambuco. A inspiração para o nome veio de uma admiração genuína: Lampião.

Até seus últimos dias, Biloco fazia questão de honrar essa referência com figurino, lenço no
pescoço em cor diferenciada, objetos que remetiam ao cangaceiro e, claro, o apito, sua marca mais pessoal.

"Quando eu formei a ciranda eu pensei em homenagear o cangaceiro Lampião. Até hoje,
mais de cinco décadas depois, nós, integrantes do grupo, seguimos seus trajes. Eu, como sou o mestre, uso lenço no pescoço, em cor diferenciada, e alguns objetos utilizados por Lampião. Também coloco peruca e óculos escuros, objetos que me deixam mais parecido com cangaceiro", contou ele, entusiasmado, por ocasião do lançamento de seu primeiro CD, em 2024.

Poucos títulos lhe cabiam tão bem quanto o de "mestre completo". Biloco liderou a Ciranda dos Cangaceiros, atuou como mestre de maracatu de baque solto no Leão do Fortaleza e regeu orquestras de frevo com a mesma naturalidade com que transitava entre os diferentes ciclos festivos da região, carnavalesco, junino, natalino e religioso.


O Inventário Nacional de Referências Culturais da Ciranda, produzido pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), atesta que Biloco era o único mestre que ainda usava o apito para iniciar a cirandagem, tradição que remonta às origens do gênero.

Sua ciranda tinha formato singular: estrofes curtas, repetidas e cadenciadas, semelhantes ao coco de roda do litoral pernambucano, ao contrário da narração de histórias praticada por outros mestres e mestras. Um estilo exclusivo, raro e de traços já quase desaparecidos na cena atual da ciranda pernambucana.

A ciranda é reconhecida como Patrimônio Cultural Imaterial do Brasil desde agosto de 2021, e Biloco era um de seus guardiões mais singulares.

Sua presença era certa nas cantadas de Santo Antônio e na procissão fluvial de São Pedro.Era figura de esquina, de cortejo e de altar. Para Mestra Jeane, colega de geração, Biloco era simplesmente "uma pessoa especial", encontrada em cada dobra da cultura de Goiana, no Boi, nas Ciganas, no Caboclo União Sete Flechas.

"Eu toco as coisas com prazer", dizia ele, numa frase que sintetizava toda a sua filosofia de vida e de arte.

Talvez o legado mais frágil e precioso que Biloco deixa seja o da Aruenda, folguedo surgido entre os séculos XVI e XVIII, no ciclo do açúcar nordestino, durante a colonização
portuguesa. Por meio do grupo Aroeira da Saudade, ele foi o responsável pelo resgate dessa manifestação em Pernambuco, sendo o único remanescente da cultura do estado a
preservá-la viva. Quando o antigo mestre partiu, foi Biloco quem salvou a tradição do
esquecimento. Agora, com sua partida, a comunidade cultural enfrenta o desafio de manter acesa uma chama que só ele sabia alimentar.

Além de guardião, foi educador. Fundou a Banda Musical Independente Senhor Bom Jesus dos Passos, que funcionava dentro de sua própria casa, e formou gerações de músicos em bandas marciais da Mata Norte. Em cada aluno, plantou um pouco da sabedoria que acreditava ser o verdadeiro alicerce da cultura: "a sabedoria e o amor deveriam guiar tudo", pregava.

Em setembro de 2023, ao completar 80 anos, Mestre Biloco realizou um dos maiores sonhos de sua vida. O terreiro de sua própria casa, na Rua Rio, coração histórico de Goiana e antiga área portuária da cidade, foi palco da primeira edição da Festa das Primaveras, uma celebração que misturou gerações, homenageou cinco décadas de trajetória e serviu de estúdio a céu aberto para a gravação de seu primeiro registro sonoro.

Ao lado dos cirandeiros Carlos Antônio, de Itaquitinga, e Anderson Miguel, de Nazaré da
Mata, Biloco gravou 13 faixas autorais que retratam lembranças e vivências de uma vida
inteira dedicada à cultura popular. O projeto foi produzido pelo selo Matinada Records,
idealizado pelo produtor cultural Alexandre Veloso, com a proposta de registrar,
documentar, salvaguardar e difundir mestres e mestras da ciranda pernambucana.
"Estou muito feliz de poder realizar este sonho ao lado de tantas pessoas especiais.

Por toda minha vida quis viver este momento. Este ano, meu aniversário tem um sabor especial: chegar aos 80 anos e poder gravar meu CD. Melhores presentes não há", disse ele, emocionado, naquela noite.

O lançamento oficial do álbum aconteceu no domingo, 22 de setembro de 2024, no Calçadão da Misericórdia, Centro de Goiana, dentro das comemorações dos 53 anos da Ciranda dos Cangaceiros. O CD foi disponibilizado nas plataformas de streaming e em formato físico, numa festa que reuniu artistas como Mano de Baé, Rodriguinho do Acordeon, Philippe Wollney, Edivaldo Cordelista, Nildo Violon e Italo Pay e Zabumba Mundi, uma celebração à
altura de quem dedicou a vida inteira à música.

Alexandre Veloso, idealizador do projeto, resume o peso daquele registro: "o trabalho de Mestre Biloco e a Ciranda dos Cangaceiros é uma ação de suma importância para o cenário cultural e para a história. Poucos fragmentos das obras dos mestres e mestras ficaram e ficarão com o tempo. Essas 13 cirandas gravadas agora serão talvez um último vestígio da obra deste importante artista popular." As palavras, pronunciadas à época do lançamento, ganham hoje um peso ainda maior.

A morte de Mestre Biloco abre uma ferida na memória viva de Pernambuco. Tradições que
existem na fronteira tênue entre o presente e o esquecimento perderam hoje seu principal
fiador. A Aruenda, a Ciranda dos Cangaceiros, o maracatu de baque solto, a banda marcial,
cada uma dessas expressões carregava um pouco da alma de Severino Luiz de França.
Mas sua voz está gravada. Suas 13 cirandas existem. Os músicos que formou continuam
tocando. E as ruas de Goiana guardam o eco de seus compassos.

A "cultura do amor" que Biloco tanto propagou permanece viva, nas mãos dos que
aprenderam com ele, nos tambores que ele ensinou a falar e no apito que, por mais de cinco décadas, deu sinal de que era hora de cirandar. O silêncio desta manhã de sábado é pesado, mas provisório. A Aruenda, o frevo e o maracatu continuarão soando, porque um dia, um menino do Sertão decidiu que a música era coisa séria demais para ficar quieta.

Prefeita Elcione entrega à população mais um equipamento de saúde: o Posto do Manancial


A Prefeitura de Igarassu, através  da Secretaria de Saúde, realizou nesta sexta-feira (10) a entrega do novo Posto de Saúde do Manancial. A unidade foi totalmente requalificada, sendo a 23ª entregue pela gestão da prefeita professora Elcione Ramos.

O equipamento reforça o atendimento aos usuários do Sistema Único de Saúde (SUS) da região do Manancial e comunidades vizinhas, oferecendo mais conforto, estrutura adequada e melhores condições de acolhimento à população. A unidade dispõe de salas de atendimento, consultórios e espaço para vacinação. 

Durante a solenidade, a prefeita Elcione Ramos destacou a importância do investimento e o compromisso da gestão com a saúde pública. “Sextou com muito trabalho. Quem faz o bem nunca fica para trás. O Posto do Manancial está de cara nova para atender a todos com dignidade e acolhimento. Estamos trabalhando para levar atendimento de qualidade à nossa população”, frisou a professora. 

Estiveram presentes na entrega o vice-prefeito Amaury Henrique, servidores e equipe da Saúde municipal, além da população e lideranças do governo, como os vereadores Fofão e Elvis Henrique e também, Júnior Barros e Irene Marques.

sexta-feira, 10 de abril de 2026

Em Taquaritinga do Norte, terra do café, governadora Raquel Lyra entrega a requalificação da PE-130

Intervenção beneficia diretamente mais de 48 mil pessoas


Fortalecendo o Polo Têxtil do Agreste pernambucano e impulsionando a mobilidade da região, a governadora Raquel Lyra inaugurou, nesta sexta-feira (10), a requalificação da PE-130, em Taquaritinga do Norte. O trecho, que possui 19,5 quilômetros de extensão e vai da PE-090, em Vertentes, até a BR-104, passou por uma obra estruturadora que recebeu mais de R$ 20 milhões em investimentos. A intervenção faz parte do PE na Estrada, maior programa de requalificação viária da história de Pernambuco, que prevê a aplicação de R$ 7 bilhões em melhorias para garantir segurança, desenvolvimento econômico e integração entre os municípios.  

“Entregamos em Taquaritinga do Norte, a terra do café, a PE-130, uma estrada muito sonhada pelo Polo de Confecções do Agreste para fomentar o turismo nessa região, para garantir às pessoas o direito de ir e vir com tranquilidade e com segurança. São mais de R$ 20 milhões em investimentos. Além disso, autorizamos a abertura de licitação para pavimentação de 28 ruas no município. É dessa forma que vamos continuar trabalhando por todas as regiões de Pernambuco, com compromisso e, acima de tudo, colocando o povo em primeiro lugar”, ressaltou a governadora Raquel Lyra.


Na PE-130 foram realizados serviços de pavimentação, drenagem, sinalização vertical e horizontal, além de dispositivos de segurança viária ao longo de toda a via. “São muitos anos de espera por essa estrada. A PE-130 é mais uma obra feita por meio do programa PE na Estrada, a maior iniciativa de investimento em requalificação de estradas que Pernambuco já viu”, afirmou Pedro Neves, secretário de Mobilidade e Infraestrutura. 

A PE-130 tem papel estratégico por ser rota de acesso a municípios que integram o Polo Têxtil do Agreste, um dos principais arranjos produtivos do Estado, facilitando o transporte de mercadorias, insumos e o deslocamento de trabalhadores, além de impulsionar o comércio e a economia regional. A intervenção beneficia diretamente mais de 48 mil pessoas. 


“O povo de Taquaritinga está grato por essa entrega. Uma estrada que por muitos anos foi abandonada e que agora é realidade na vida desse povo. Com ela, agora vamos estimular ainda mais a economia da região. Antes a gente tinha dificuldade para o turismo chegar até o nosso município, agora estamos em um novo tempo”, afirmou Gena Lins, prefeito de Taquaritinga do Norte   

“A PE-130 era uma rodovia esquecida há muitos anos. Agora, com seus 19,5 quilômetros totalmente recuperados, garantimos mais facilidade para o Polo de Confecções escoar mercadorias para a Paraíba e para todo o Brasil”, destacou André Fonseca, presidente do Departamento de Estradas de Rodagem do Estado de Pernambuco (DER-PE). 


Presente na entrega, o deputado federal Túlio Gadêlha destacou a importância dos investimentos do Governo de Pernambuco. “Todas as regiões do nosso Estado recebem investimentos estruturados  e essa entrega é uma prova disso”, frisou. Representando os prefeitos presentes, Rael Ferreira, de Vertentes, afirmou que “todas as entregas são fruto de uma gestão comprometida”. 

Também prestigiando a inauguração da estrada, o deputado estadual Kaio Maniçoba afirmou que a “entrega vai trazer dignidade para o povo”.  Já o deputado estadual Edson Vieira destacou a importância da entrega. “Essa estrada é esperada por muitos e vai impulsionar o turismo da região”, finalizou.


MAIS INVESTIMENTOS - Na mesma ocasião, a governadora autorizou a abertura de processo licitatório para a pavimentação de 28 ruas no município. As obras, que totalizam 3,31 quilômetros de vias, terão prazo de execução de seis meses e incluem intervenções de drenagem, pavimentação em pedra granítica e implantação de sinalização vertical, garantindo mais infraestrutura, mobilidade e segurança para a população.


Acompanharam a agenda o secretário Túlio Vilaça (Casa Civil); os prefeitos Dió Filho (Riacho das Almas), Lindonaldo da Farinha (Frei Miguelinho), Joel Gonzaga (Feira Nova), Sérgio Colin (Toritama), Zé Martins (João Alfredo), Orlando Jorge (Limoeiro) e Dra. Cátia, (Jataúba); além de vereadores e lideranças locais. 

Fotos: Yacy Ribeiro/Secom

HC-UFPE promove série de mutirões voltados para a população indígena na próxima semana

Atendimentos ambulatoriais na Cirurgia Geral começam na segunda-feira (13)
 

O Hospital das Clínicas da UFPE, ligado à Rede HU Brasil, inicia uma série de mutirões de atendimentos ambulatoriais voltados para a população indígena do Estado na próxima semana. As consultas começam na segunda-feira (13), a partir das 7h, no ambulatório da Cirurgia Geral, com o objetivo de encaminhar para cirurgias os pacientes contemplados. Nesse dia, estão previstos 20 atendimentos de indígenas, que serão transportados pelo município de origem.

“O atendimento à comunidade indígena no HC-UFPE é estruturado para garantir uma assistência humanizada e intercultural, respeitando as tradições e especificidades étnicas. Algumas especialidades médicas, como a cirurgia geral, têm uma grande dificuldade no tratamento in loco das comunidades mais distantes, pela necessidade de um ambiente hospitalar. Por isso, a importância de abrir as portas para a comunidade indígena, com o intuito de promover um diagnóstico precoce, um tratamento adequado e a continuidade do cuidado na área da cirurgia geral”, destacou o coordenador da Área Assistencial de Cirurgia Geral, Álvaro Ferraz.

Este será o primeiro de uma sequência de mutirões promovidos pelas equipes de saúde do HC ao longo da próxima semana. Também haverá mutirões ambulatoriais das áreas assistenciais de Cardiologia (no dia 14, à tarde), Oftalmologia (dia 15, manhã e tarde) e Nefrologia (no dia 15, pela manhã).
Todos os pacientes já estão devidamente agendados; portanto, não haverá atendimento por demanda (“porta aberta”). Os indígenas beneficiados incluem membros dos povos Xukuru, Kambiwá, Pankararu, Fulni-ô, Truká, Atikum, Kambiwá-Tuxá e Pipipã, oriundos de 35 aldeias diferentes em Pernambuco, totalizando 62 atendimentos em três dias.

“Nosso hospital está iniciando uma linha de cuidado específica ao atendimento dos povos indígenas. Como parte dessa implementação, na próxima semana, estamos ofertando vagas de atendimento ambulatorial específicas à saúde indígena na Cirurgia, Cardiologia e Oftalmologia. Com esta e com outras ações que estamos planejando, esperamos reduzir barreiras assistenciais, garantindo acesso a um cuidado de saúde mais qualificado e mais inclusivo a pacientes com vulnerabilidades históricas”, declarou a gerente substituta de Atenção à Saúde, Inês Remígio.
 
Sobre a HU Brasil

O Hospital das Clínicas da UFPE (HC-UFPE) faz parte da HU Brasil desde 2013. A estatal foi criada por meio da Lei nº 12.550/2011, vinculada ao Ministério da Educação (MEC), e nasceu tendo como nome oficial Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares – Ebserh. Em 2026, em um reposicionamento junto à sociedade, ao mercado e instituições parceiras, passou a ter um novo nome, que carrega sua essência: HU Brasil. A estatal é responsável pela administração de 45 hospitais universitários federais em 25 unidades da federação, apoiando e impulsionando suas atividades de assistência, pesquisa e inovação por meio de uma gestão de excelência.
 

Especialistas de todo o Brasil discutem o SUS 5.0 no 3º ConSAÚDE do HC-UFPE

Evento é espaço para reflexão, articulação e aprendizado voltado à inovação no SUS
 

O 3º Congresso em Saúde (ConSAÚDE) do Hospital das Clínicas da UFPE está oficialmente aberto e já debatendo a inovação e o cuidado no Sistema Único de Saúde (SUS). O evento, que teve sua abertura oficial na manhã desta sexta-feira (10), segue até amanhã (11), promovendo reflexão, articulação e aprendizado voltados à inovação no SUS, no Mar Hotel Conventions, em Boa Viagem, na Zona Sul do Recife. O HC-UFPE é uma unidade vinculada à Rede HU Brasil (novo nome da Ebserh).
 
Iniciada na quinta-feira (9), com a oficina pré-evento "Uso de IA e doenças negligenciadas", a programação contará ainda com rodas de conversa, sessões de cocriação, mostra de experiências inovadoras no SUS e debates com convidados de todo o Brasil. Além disso, está acontecendo o Ideathon (iniciativa que incentiva a criação colaborativa de ideias para enfrentar desafios reais) – uma parceria com o Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial (Senac-PE), voltado à solução de desafios reais do HC –, e apresentação de trabalhos científicos nas modalidades de pôster e comunicação oral, com publicação de anais.


“A temática do ConSAÚDE aponta para o futuro ao debater um SUS que evolui, com mais conexão e mais integração entre os profissionais e entre o ensino, a pesquisa, a inovação e a assistência. A inovação é adicionada de forma estrutural para fazer melhor o que já é feito. A inovação associada ao cuidado faz toda a diferença na vida das pessoas”, comentou a presidente do congresso e gerente de Ensino e Pesquisa do HC, Claudia Marques, no momento de boas-vindas aos participantes, no dispositivo de abertura.
 
O superintendente do HC, Filipe Carrilho, destacou a junção da inovação com o cuidado no dia a dia, exemplificando com o fato de o hospital não ter parado nenhuma das suas atividades, mesmo no contexto da realização de obras, demonstrando planejamento e comprometimento com os pacientes. “O SUS são as decisões que tomamos todos os dias. O uso da tecnologia faz mais sentido quando melhora e qualifica o trabalho que realizamos para a sociedade”, afirmou.


O vice-reitor da UFPE, Moacyr Araújo, reiterou a evolução do HC nos pilares do ensino, pesquisa e inovação e a importância desse tipo de evento. “O HC passa por um momento virtuoso, marcado por investimentos e obras, mostrando uma expansão no caminho certo e com a velocidade certa, sem perder o foco no SUS e na ciência. Eventos como esse demonstram isso, com essa troca de experiência capaz de tornar o SUS mais forte e apto a encarar os seus desafios”, disse.
 
Além deles, compuseram o dispositivo de abertura o coordenador de Gestão da Pesquisa e Inovação Tecnológica em Saúde da HU Brasil, Felipe Roitberg, e a secretária executiva de gestão do trabalho e educação na saúde, Andreza Barkokebas, que destacaram a importância das discussões propostas no evento.


A abertura oficial foi seguida da conferência ministrada por Roitberg, intitulada “Hospitais universitários como núcleos de inovação e formação no SUS: convergindo assistência, ensino e pesquisa para um futuro sustentável”, que destacou o papel estratégico dessas instituições na produção de conhecimento, assistência e na formação de profissionais alinhados às demandas estratégicas do sistema público de saúde, em áreas como oncologia, doenças negligenciadas e saúde da mulher.
 
O gestor destacou uma série de ações e iniciativas de construção de um trabalho em rede, como a Política de Inovação, Pesquisa e Avaliação de Tecnologias em Saúde; o Concurso de Boas Práticas; o Aplicativo de Gestão de Hospitais Universitários (AGHU), entre outros. “Nosso desafio é inovar em escala (com 45 hospitais atualmente) numa rede integrada ao SUS para oferecer valor e qualidade a um sistema mais equânime e universal, com ensino, pesquisa, inovação e qualificação do trabalho”, explanou Felipe Roitberg.
 
Mais programação

Na sequência, a primeira mesa-redonda do evento, “Inovação, ensino e sustentabilidade no SUS: como articular os caminhos”, exemplificou a variedade de experiências e cenários da Rede HU Brasil, com representantes de hospitais das cinco regiões do Brasil: HU-UFRR, HU-Univasf, Humap-UFMS, HC-UFMG e HU-UFSM. Foram abordados assuntos como saúde indígena, sustentabilidade de Centro de Pesquisa Clínica, perfil assistencial, entre outros.
 
Ainda pela manhã, a segunda mesa-redonda da programação abordou “O uso da tecnologia na educação profissional em saúde”, mostrando experiências e perspectivas para o fortalecimento da formação em saúde mediada por ferramentas digitais. Também foram realizadas sessões de pôsteres e de temas livres, promovendo a divulgação de pesquisas e iniciativas desenvolvidas por participantes.
 
No período da tarde, os painéis trazem a “Interoperabilidade em saúde no SUS: avanços, desafios e caminhos para a integração de sistemas”, além da mesa “Tecnologia, equidade e cuidado no SUS: desafios e possibilidades no uso de inovações digitais”, ressaltando a importância da integração de dados e do uso responsável da tecnologia para ampliar o acesso e a qualidade do cuidado.
 
Um dos destaques da programação, o INOVALAB: Palco de Soluções Transformadoras apresentará propostas inovadoras voltadas à melhoria dos serviços de saúde, estimulando o protagonismo de profissionais e estudantes na construção de soluções aplicáveis ao SUS.
 
Sobre a HU Brasil

O Hospital das Clínicas da UFPE (HC-UFPE) faz parte da HU Brasil desde 2013. A estatal foi criada por meio da Lei nº 12.550/2011, vinculada ao Ministério da Educação (MEC), e nasceu tendo como nome oficial Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares – Ebserh. Em 2026, em um reposicionamento junto à sociedade, ao mercado e instituições parceiras, passou a ter um novo nome, que carrega sua essência: HU Brasil. A estatal é responsável pela administração de 45 hospitais universitários federais em 25 unidades da federação, apoiando e impulsionando suas atividades de assistência, pesquisa e inovação por meio de uma gestão de excelência.