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quinta-feira, 12 de fevereiro de 2026

Sintepe vai ao MPPE e solicita investigação contra Silas Malafaia por ataques aos professores

Em audiência nesta terça (10), promotor classificou a denúncia como "séria" e analisará que medidas vai tomar

O Sintepe (Sindicato dos Trabalhadores em Educação de Pernambuco) solicitou ao MPPE (Ministério Público de Pernambuco) abertura de investigação contra o líder de direita e pastor Silas Malafia, por “declarações de forte teor ofensivo e acusatório contra a educação pública e também diretamente em relação a categoria dos professores”, no evento intitulado “The Send”, realizado na Arena Pernambuco, no dia 31 de janeiro. 

O Sindicato também pede que o MPPE apure se houve desvio de finalidade no uso da Arena Pernambuco e se houve existência de recursos públicos envolvidos, com a possível notificação ao TCE (Tribunal de Contas do Estado).

O Sintepe também considera tomar outras medidas contra o que considerou “ofensas” aos professores e professoras proferidas pelo líder da direita bolsonarista. 

Participaram da audiência com o promotor Salomão Ismail Filho a presidenta do Sintepe, Ivete Caetano, e representantes da Adufepe (Associação dos Docentes da UFPE). O promotor Salomão Filho considerou os fatos narrados pelas instituições sindicais como "sérios" e confirmou que analisará as providências que vai tomar. 

Defesa da Categoria e da Cátedra
Para Ivete Caetano, a abertura do procedimento é um passo importante para que outros líderes “da extrema-direita” não promovam ataques à docência pública. "O que vimos na Arena Pernambuco pode ter sido a utilização de um espaço público para desmoralizar e incitar o ódio contra professores. O MPPE compreendeu a gravidade de chamar educadores de 'enganadores' e estimular jovens ao confronto nas escolas", afirmou a presidenta do Sintepe.

A denúncia apresentada tem base não apenas em possíveis violações de natureza penal, mas sobretudo diante das múltiplas violações à Constituição Federal, afronta à dignidade da pessoa humana e à liberdade de cátedra, causando danos morais coletivos pela ofensa generalizada aos educadores/as que cumprem função social essencial no estado democrático de direito.

Fotos: Pericles Chagas/Sintepe

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