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terça-feira, 6 de junho de 2023
Teresa Leitão assume vice-liderança do PT no Senado
Recife sedia 3º Encontro de Dançarinos de Forró neste fim de semana
Cerca de duzentos participantes estão confirmados no evento, que acontece na noite deste sábado (10).
Festa terá como atração principal as Januárias, trio pé de serra pernambucano, formado apenas por mulheres, que prometem animar o público com muito forró, xote e baião, além do DJ Vinni
Neste sábado (10), véspera do Dia dos Namorados, o clima junino invade a capital pernambucana com a realização da 3ª Edição do Baile de São João da Novo Passo. A programação acontece no Sesc Santo Amaro, no bairro de Santo Amaro, no Recife. O evento é realizado pela Escola de Dança Novo Passo, e deve reunir cerca de duzentos dançarinos de forró, em uma noite especial de muito xote e baião. O encontro tem início às 20h e segue até às 3h da manhã do domingo (11). Ao todo, serão seis horas de festividade.
A iniciativa faz parte de uma preparação que durou meses, entre aulas, ensaios e treinamentos dos dançarinos. “Todos os anos buscamos preparar pessoas que sonham em aprender a dançar forró. E, como parte de celebrar esse aprendizado, organizamos um evento para que cada pessoa possa participar, dançar e colocar em prática todas as suas habilidades” conta a professora de dança, Catarina Ramos.
O encontro será animado pelas Januárias, trio pé de serra pernambucano, formado apenas por mulheres. Com mais de seis anos de carreira, o grupo promete tocar muito forró, xote e baião. Entre os principais sucessos, estão trabalhos autorais e de outros artistas que inspiraram o grupo, como " A Zabumbeira é Quem Manda", "Ela no Forró", " O Que Faltava em Mim", "Chama o Xaxado", "Cadê o Meu São João", entre outras. O público também contará com apresentação do DJ Vinni, fazendo seu show à parte, com forró raiz adaptado à batida eletrônica, além de incluir outros ritmos da dança de salão.
O professor de dança, Bruno Gomes, conta que a proposta do encontro também é celebrar o São João e a cultura nordestina. “A nossa região tem uma riqueza musical incalculável, e queremos poder, neste evento, valorizá-la ainda mais, principalmente quando nós alinhamos musicalidade com dança” destacou.
Para participar do encontro, é preciso estar matriculado na Escola de Dança Novo Passo. Os ingressos custam R$ 65,00. Para adquirir basta entrar em contato pelo telefone (81) - 9 9500.4991.
Secretaria de Cultura e Fundarpe divulgam as propostas classificadas para o 31º FIG
O Governo de Pernambuco, por meio da Secretaria
Estadual de Cultura (Secult-PE) e da Fundação do Patrimônio Histórico e
Artístico de Pernambuco (Fundarpe), concluiu mais uma etapa para a realização
do 31º Festival de Inverno de Garanhuns (FIG), previsto para acontecer em julho
de 2023, com a divulgação, nesta segunda-feira (5), do resultado final das
propostas classificadas após a análise artístico-cultural.
Foram classificadas 950 propostas nos segmentos: artes circenses (24), artes visuais (6), audiovisual (10), cultura popular (240), dança (22), design e moda (2), fotografia (9), gastronomia (2), literatura (29), música (546), patrimônio cultural (6), patrimônios vivos (22) e teatro (32). Neste ano, o edital registrou 1.747 inscrições e 1.104 propostas foram habilitadas para avaliação das comissões de análise artístico-cultural.
“O resultado final do edital de Convocatória Artística do 31º Festival de Inverno de Garanhuns contempla a força da cultura pernambucana no rico e diverso cenário artístico brasileiro, marcante no conjunto das propostas classificadas”, afirma o secretário estadual de Cultura, Silvério Pessoa. “O FIG, como chamamos com carinho há tantas décadas, já faz parte do imaginário do povo pernambucano, da cultura brasileira, em suas diversas linguagens – circo, gastronomia, cinema, teatro, literatura, música – e com vários polos, agora fortalecendo cada vez mais a cultura da periferia, a cultura popular, os povos originários e a cultura em geral”, destaca Silvério.
“Chegamos à 31° edição do Festival de Inverno de
Garanhuns reafirmando nosso compromisso com a valorização da cultura
pernambucana. É um orgulho ver tantos artistas locais habilitados, que irão compor
uma programação diversa e pensada para todos os públicos: das apresentações
artísticas às atividades formativas, passando pela Praça da Palavra e pelo
Armazém de Artes e Negócios, só para citar alguns dos polos que formam essa
grande festa que é o FIG”, afirma a presidente da Fundarpe, Renata Borba.
31º FIG - A 31ª edição do FIG reunirá mais uma vez, em
Garanhuns, uma diversidade de atividades artístico-culturais, como shows,
cortejos, performances, intervenções artísticas, recitais de poesia, contação de
histórias, concertos, vivências criativas, espetáculos, desfiles, exposições,
mostras culturais, além de manifestações artísticas oriundas das culturas
periféricas, tais como hip hop, graffiti, brega-funk e passinho.
segunda-feira, 5 de junho de 2023
Prefeitura de Machados maximiza o serviço de emissão de RG
Para maximizar o serviço de
emissão de Carteira de Identidade, evitando assim filas, aglomerações e
aborrecimentos à prefeitura municipal de Machados adotou a partir desse ano, o
sistema de agendamento para o atendimento presencial do RG desenvolvido pela
Agência Estadual de Tecnologia da Informação (ATI-PE). Agora, o cidadão pode
escolher o melhor dia e horário para ser atendido, conforme suas necessidades.
São disponibilizadas por dia, 16 vagas no site para agendamento. Lá o interessado poderá dispor das seguintes opções, 1ª e 2ª via do RG. Em seguida basta informar todos os dados que são solicitados preenchendo os campos obrigatórios e optando por alguma das indicações. Os atendimentos acontecem no prédio da Assistência Social do município localizado na Rua João Pessoa Guerra, nº 600, centro. No horário das 8h às 14h.
A gestão traz também outra novidade, a população dos municípios vizinhos poderá fazer o agendamento para a emissão da 1ª e 2ª via da Carteira de Identidade, marcando o dia e o horário mais adequado a sua necessidade.
Prefeitura abre Consulta Pública para Plano Municipal de Direitos da Pessoa com Deficiência
A atuação do Conselho Municipal de Defesa dos Direitos da Pessoa com Deficiência do Recife visa assegurar o controle social, garantir os direitos e a igualdade de oportunidades às pessoas com deficiência. Desse modo, a construção coletiva do Plano Municipal de Direitos da Pessoa com Deficiência - Plano Recife Mais inclusivo, e o acompanhamento de sua implementação são formas de garantir que as políticas públicas efetivamente respondam às demandas do público a que se destinam.
Fotos: Hélia Scheppa/PCR
Prefeitura do Recife flagra corte irregular de barreira em Jardim Monte Verde
Prática é considerada crime ambiental e coloca em risco as vidas das pessoas residentes em áreas de morro. População pode denunciar à Defesa Civil ao se deparar com casos semelhantes
A Secretaria Executiva de Controle Urbano da Prefeitura do Recife (Secon) autuou, na tarde de domingo (4), uma residência cujo proprietário estava promovendo o corte irregular de uma barreira na Travessa Pico da Neblina, em Jardim Monte Verde - local que foi palco de deslizamentos e mortes durante o inverno de 2022. A prática é considerada crime ambiental e promove risco iminente para a população que mora em áreas de morro. Um homem que realizava o corte da barreira fugiu do local, após alegar que apenas estava realizando o serviço por ordens do dono da casa, para a construção de uma fossa. O proprietário da residência não foi encontrado, mas a mesma foi enquadrada pela Secretaria Executiva de Defesa Civil como área de risco 4 (muito alto) e será demolida.
‘ Cortes irregulares em barreiras não devem ser feitos porque desestabilizam o maciço, aumentando o risco de deslizamento. Quanto mais verticalizada a encosta, maior o perigo. Ao se deparar com situações como essa, a população pode acionar a Defesa Civil pelo número 0800-0813400. De acordo com a lei 18.211/2016, são infrações relativas ao uso inadequado do solo urbano, "a movimentação de terra ou impermeabilização irregulares do solo", tendo previstas multas que vão de R$ 200 a R$ 10 mil. Já o decreto 30.324/2016, "nas hipóteses em que as condutas especificadas sejam executadas em Unidades Protegidas, logradouro público ou quando implicarem em degradação ou risco ao meio ambiente ou à integridade da população, o valor da multa será triplicado".
A Autarquia de Urbanização do Recife (URB) está executando obras de contenção definitiva de encostas na comunidade de Jardim Monte Verde nas ruas Pico da Bandeira, Monte Pascoal, 135 e Morro do Pilar. Na Avenida Chapada do Araripe, a Prefeitura do Recife aguarda a conclusão dos trâmites para desapropriação de oito imóveis situados na área da obra para prosseguir com a construção. Na localidade, já foi concluída a encosta na 4ª Travessa da Chapada do Araripe, por trás da escola Jardim Monte Verde.
No mesmo período, 387 famílias que moravam em pontos de alto risco na localidade de Jardim Monteverde passaram a receber o Auxílio Moradia e se mudaram para áreas mais seguras. As equipes técnicas fazem o monitoramento constante de toda a comunidade e devem ser acionadas pelo 0800-0813400. Em toda a região do bairro do Ibura, que engloba Jardim Monteverde, foram concedidos 2.538 AMEs (Auxílio Municipal Emergencial), no valor de R$ 2,5 mil, com impacto direto para mais de dez mil pessoas no bairro.
sexta-feira, 2 de junho de 2023
Não temos outro Planeta
Potencialidades e ameaças da inteligência artificial
Um
recente manifesto de 350 cientistas e dirigentes de empresas, entre eles Sam
Altman (OpenAI), Demis Hassabis (Google DeepMind), Geoffrey Hinton e Yoshua
Bengio (Prêmio Alan Turing, tido como um Nobel da tecnologia), faz um alerta
sobre o que significam os últimos avanços da inteligência artificial (AI). O
manifesto argumenta que “debelar o risco de extinção representado pela IA deve
ser uma prioridade global ao lado de outros riscos como pandemias e guerra
nuclear”. Seus autores defendem alguma regulação ou, no mínimo, a
autorregulação. Alguns, chegam a pedir uma moratória aos desenvolvedores de IA.
Como toda a vida e a produção humanas baseiam-se na linguagem, é lógico que
estamos diante de uma revolução. Pela primeira vez, a linguagem está sendo
criada por máquinas. Por isso, os riscos vão além da gradual substituição de
humanos. Grandes contingentes vão perder relevância e serão afastados do
mercado de trabalho. Escanteados. Poderemos ter sociedades ainda mais
divididas. Com muitos excluídos da vida digital. E, portanto, do mercado de
trabalho, da ciência, da informação e das artes.
A IA alimenta-se do que está na internet.
Onde abunda a desinformação que é potencializada pela organização dos
algoritmos que mentem e discriminam para capturar a audiência. Seus modelos de
linguagem, a IA gera-os a partir do que ela colhe no mundo digital. E aí surge
a pergunta: como um chatbot de IA vai distinguir o que é fake news do que é
realidade objetiva? Diante de uma tecnologia
tão disruptiva, muitos se apressam com vaticínios apocalípticos. Como os feitos
pelo manifesto sobre uma ameaça de extinção gradual da civilização. Alguns,
como Eugenio Bucci (O Estado de São Paulo, 3/6/2023) chegam a acreditar nessa
hipótese de extinção por IA.
Porém, como em outras ameaças, pode
não ser ingenuidade supor que a humanidade tem condições de prevenir os
desastres anunciados. As ferramentas de IA, pelo menos no horizonte próximo, ainda
não têm certos atributos que permanecem próprios aos seres humanos. Como
observa Pedro Dória (O Globo, 3/6/23), os softwares de IA produzem
textos, imagens e sons a partir de “padrões de informação que nós mesmos
geramos”. Ainda não exibem capacidade cognitiva autônoma. A IA é prodigiosa.
Mas ainda é destituída do sentimento, que é específico aos humanos. Não tem a
criatividade, a originalidade e a capacidade de contextualizar. Nem de produzir
os valores que cada um de nós adotamos no exercício do nosso livre-arbítrio. Dia
desses coloquei no prompt do Chat Gpt4 dois versos de Moisés Sesyon, poeta
popular do Açu-RN, e desafiei-o a fazer a glosa. O que retornou foi uma
vergonha que faria rir de desprezo nossos poetas do Açu ou do Pajeú.
Mas não se podem afastar as ameaças que decorrem da expansão da IA. Elas inscrevem-se entre os problemas planetários como o aquecimento global, a destruição nuclear, a desigualdade e a exclusão. Trata-se de desafio a ser enfrentado com eficiência e planejamento. Que exige coordenação democrática e uma educação de qualidade e mais equitativa para todos. De modo a que todos os cidadãos, beneficiados pelo acesso a uma educação digital inclusiva, possam participar dos processos decisórios. Tarefas que só a democracia pode cuidar plenamente. Que não se podem deixar apenas aos poderosos controladores das Big Techs. Nem sequer a uns poucos ministros das cortes supremas. Necessário ouvir todos os setores das sociedades. Uma regulação da inteligência artificial deve combinar o incentivo ao desenvolvimento tecnológico e à liberdade de expressão com a possibilidade de que a sociedade escolha os valores éticos a serem preservados e estimulados. Entre eles, a inclusão de todos na fruição dos benefícios das inovações. E, não menos importante, a preservação da vida no planeta. Humana, como também de outras espécies animais e vegetais.
Os parlamentos já começaram a tarefa, como os
da Austrália e o Europeu. Este último está propondo um código de autorregulação
aos provedores de redes sociais e serviços de mensageria. Um dia, quem sabe, o
planeta poderá contar com regulação global, aprovada a partir de tratados que
brotem da experiência das legislações inicialmente aprovadas pelos parlamentos
nacionais. O manifesto dos cientistas e desenvolvedores de IA talvez possa ser
visto nesta perspectiva. A de que o assunto já se tornou grave e estratégico demais
para ser deixado apenas à pequena comunidade das Big Techs, de cientistas e de desenvolvedores
dos novos sistemas de IA.
Maurício Rands, advogado formado pela FDR da UFPE,
PhD pela Universidade Oxford

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