Secretaria de Desenvolvimento Social e Direitos Humanos de Bom Jardim contra exploração sexual
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domingo, 31 de maio de 2026
ESPECIAL: O POLÍMATA DO AGRESTE
SERTÃO - Em Salgueiro, ao comentar Datafolha, Débora Almeida reforça confiança em Raquel Lyra: “Quem entrega resultados conquista a confiança do povo”.
sexta-feira, 29 de maio de 2026
EDUCAÇÃO MUNICIPAL DE MACAPARANA EM EVIDÊNCIA NO NE2 DA TV GLOBO NORDESTE EM FINAL DE OLIMPÍADA DE MATEMÁTICA
Prefeita Elcione comemora parceria com Governo de Pernambuco na modernização da PE-14
Recaatingamento no Nordeste é solução contra a desertificação
O Nordeste brasileiro está pronto para contribuir ativamente com a construção de soluções globais inovadoras e replicáveis para os desafios trazidos pelas mudanças climáticas e apresenta o recaatingamento como uma abordagem estruturante e integrada para o enfrentamento da desertificação e da degradação da terra nas regiões semiáridas.
Receita paga nesta sexta maior lote de restituição do IR da história
Quase 9 milhões de contribuintes recebem nesta sexta-feira (29) o maior lote de restituição do Imposto de Renda da história. Ao longo do dia, a Receita Federal pagará R$ 16 bilhões a 8.749.992 pessoas. O pagamento contempla o primeiro lote da Declaração do Imposto de Renda Pessoa Física de 2026 e restituições residuais de anos anteriores.

Em nota, a Receita informou que o lote recorde se deve à agilidade no processamento das declarações e do avanço das ferramentas de modernização e automação adotadas pelo órgão. O primeiro lote de 2026, informou o órgão, representa 40% das restituições previstas para serem pagas este ano, tanto em valores quanto em número de contribuintes.
Dos R$ 16 bilhões desse lote, R$ 8,64 bilhões vão para contribuintes com prioridade legal no reembolso.
As restituições estão distribuídas da seguinte forma:
- 4.959.431 contribuintes que usaram a declaração pré-preenchida e/ou optaram simultaneamente por receber a restituição via Pix (prioridade não determinada por lei)
- 2.256.975 contribuintes de 60 a 79 anos (prioridade legal)
- 1.054.789 contribuintes cuja maior fonte de renda seja o magistério (prioridade legal)
- 256.697 contribuintes acima de 80 anos (prioridade legal);
- 222.100 contribuintes com deficiência física ou mental ou doença grave (prioridade legal).
Neste lote, que coincide com o último dia de entrega da Declaração do Imposto de Renda deste ano, não há o pagamento a contribuintes sem prioridade.
A consulta pode ser feita desde o último dia 22, na página da Receita Federal na internet. Basta o contribuinte clicar em “Meu Imposto de Renda” e, em seguida, no botão “Consultar a Restituição”. Também é possível fazer a consulta no aplicativo da Receita Federal para tablets e smartphones.
O recorde anterior tinha sido registrado no primeiro lote de 2025, que contemplou créditos de R$ 11 bilhões para 6,2 milhões de contribuintes. Neste ano, a Receita reduziu de cinco para quatro o número de lotes regulares de restituições da declaração, com pagamentos no fim de maio, de junho, de julho e de agosto.
Pagamento
O pagamento será feito ao longo do dia na conta ou na chave Pix do tipo CPF informada na declaração do Imposto de Renda. Caso o contribuinte não esteja na lista, deverá entrar no Centro Virtual de Atendimento ao Contribuinte (e-CAC) e tirar o extrato da declaração. Se verificar uma pendência, pode enviar uma declaração retificadora e esperar os próximos lotes.
Se, por algum motivo, a restituição não for depositada na conta informada na declaração, como no caso de conta desativada, os valores ficarão disponíveis para resgate por até um ano no Banco do Brasil. Nesse caso, o cidadão poderá agendar o crédito em qualquer conta bancária em seu nome, por meio do Portal BB ou ligando para a Central de Relacionamento do banco, nos telefones 4004-0001 (capitais), 0800-729-0001 (demais localidades) e 0800-729-0088 (telefone especial exclusivo para deficientes auditivos).
Caso o contribuinte não resgate o valor da restituição depois de um ano, deverá requerer o valor no Portal e-CAC. Ao entrar na página, o cidadão deve acessando o menu “Declarações e Demonstrativos”, clicar em “Meu Imposto de Renda” e, em seguida, no campo "Solicitar restituição não resgatada na rede bancária".
Fonte: Agência Brasil
Termina domingo prazo para declaração anual do MEI; confira regras
Termina neste domingo (31) o prazo para a entrega da Declaração Anual Simplificada do Microempreendedor Individual (DASN-Simei), referente ao ano-calendário de 2025. 

A declaração anual do MEI é obrigatória para todos os empresários individuais que tenham sido optantes pelo SIMEI em qualquer período de 2025, mesmo que não tenham tido faturamento no ano. É o caso, por exemplo, de profissionais que deixam de prestar serviços como MEI para trabalhar com carteira assinada.
A declaração pode ser enviada pelo App MEI ou pelo Portal do Empreendedor. A Receita Federal orienta que os microempreendedores façam a entrega dentro do prazo para evitar encargos e manter a regularidade do CNPJ.
Como fazer a declaração
A DASN-SIMEI é realizada de maneira rápida no Portal do Empreendedor. O MEI deve informar o faturamento anual bruto de sua empresa, incluindo todas as vendas ou prestações de serviços realizadas em 2025.
Pelas regras, o MEI não pode ultrapassar o limite de R$ 81 mil de faturamento anual ou o proporcional mensal. Também é necessário informar se realizou a contratação de funcionário (no máximo um, de acordo com a legislação). o Objetivo da DASN- Simei é comprovar que a empresa está operando dentro dessas regras do regime.
Multa
A entrega fora do prazo resulta em multa de 2% ao mês de atraso, limitada a 20% do valor total dos tributos declarados, ou ao valor mínimo de R$ 50. A multa é gerada automaticamente após a transmissão da declaração em atraso.
Fonte: Agência Brasil
Ao lado de Raquel Lyra, Débora Almeida acompanha série de entregas e anuncia avanços para Belo Jardim
LaVentana nasce em Caruaru e marca nova fase da Vertical no mercado imobiliário econômico do Nordeste
Incorporadora pernambucana estreia com foco nas faixas 1 e 2 do Minha Casa, Minha Vida e aposta em Caruaru como um dos principais polos de crescimento urbano e habitacional do estado
Pernambuco ganhou oficialmente uma nova incorporadora imobiliária nesta quarta-feira, 27 de maio de 2026. Em evento realizado em Caruaru, no Agreste pernambucano, a Construtora Vertical lançou a LaVentana Empreendimentos, marca criada para atuar diretamente no segmento econômico da construção civil, com foco nas faixas 1 e 2 do programa Minha Casa, Minha Vida.
O lançamento reuniu representantes do mercado imobiliário, agentes públicos, empresários, jornalistas, influenciadores regionais e profissionais do setor em um encontro voltado à apresentação da nova empresa e das estratégias de expansão do grupo para os próximos anos.
Com 45 anos de atuação na construção civil e presença consolidada em todos os estados do Nordeste, a Vertical integra o Ranking INTEC 2026 entre as 100 maiores construtoras do Brasil. A empresa ocupa atualmente a 13ª posição no Nordeste e a 5ª em Pernambuco, sendo a única pernambucana da lista com atuação exclusiva em obras privadas sob demanda.
Durante o encontro, os sócios-diretores Pedro Lucas e Tiago Lucas destacaram que a criação da LaVentana representa um movimento estratégico alinhado ao crescimento do mercado imobiliário econômico no Brasil e ao fortalecimento da demanda habitacional em cidades de forte expansão regional.
Caruaru como eixo estratégico de crescimento
A escolha de Caruaru para marcar o nascimento da incorporadora não aconteceu por acaso. O município se consolidou nos últimos anos como um dos principais polos imobiliários de Pernambuco e ocupa atualmente a segunda posição no estado em volume de crédito imobiliário contratado, acumulando R$ 2,47 bilhões entre 2021 e 2024, crescimento de 61% no período.
Com população estimada em cerca de 400 mil habitantes e forte influência regional, Caruaru exerce centralidade econômica sobre dezenas de municípios do Agreste, atraindo estudantes, trabalhadores, investidores e novos empreendimentos urbanos.
Hoje, a cidade conta com mais de 60 projetos imobiliários em andamento e 184 construtoras ativas.
Segundo Tiago Lucas, a relação histórica da Vertical com Caruaru também teve peso importante na decisão.
“Caruaru sempre teve um significado muito forte para a nossa trajetória. Existe uma conexão afetiva da construtora com a cidade e enxergamos aqui um ambiente extremamente promissor para essa nova fase da empresa”, afirmou.
Uma incorporadora com DNA de execução
De acordo com Pedro Lucas, a LaVentana nasce sustentada pela experiência operacional e pela credibilidade construída pela Vertical ao longo de décadas.
“A LaVentana não é uma construtora tentando virar incorporadora. É uma incorporadora nascida de dentro de uma das construtoras mais sólidas do Nordeste, com currículo provado no mercado que estamos entrando”, destacou.
A proposta da nova empresa será atuar em empreendimentos voltados principalmente ao público enquadrado nas faixas 1 e 2 do Minha Casa, Minha Vida, segmento que atualmente lidera o crescimento da construção civil no país.
Entre 2023 e o início de 2026, Pernambuco acumulou cerca de 93 mil unidades habitacionais contratadas por meio do programa federal, movimentando aproximadamente R$ 12 bilhões em investimentos. Hoje, o Minha Casa, Minha Vida já responde por cerca de 85% dos lançamentos imobiliários no Brasil.
A expectativa da empresa é ampliar a atuação nesse mercado utilizando diferenciais técnicos, valorização urbana e planejamento construtivo como pilares estratégicos.
Vertical acumula grandes projetos no Nordeste
Ao longo de sua trajetória, a Vertical participou de empreendimentos de destaque em Pernambuco e em outros estados nordestinos.
Entre as obras recentes executadas pela construtora estão o La Fleur Polinésia, em Muro Alto; o retrofit do Moinho Recife; o Japaratinga Resort; o Venti Hotel & Spa, em Maceió; e o Hospital Jayme da Fonte.
Com canteiros ativos em Pernambuco, Ceará, Alagoas e Maranhão, o grupo agora amplia sua presença para um segmento que vem concentrando grande parte da expansão imobiliária nacional.
Primeiro empreendimento aposta em mobilidade, funcionalidade e infraestrutura urbana
Durante o evento, também foram apresentados detalhes do primeiro empreendimento da LaVentana, localizado na região do Shopping Indianópolis, em Caruaru.
O projeto foi desenvolvido com foco em funcionalidade, integração urbana e infraestrutura voltada às novas demandas habitacionais.
Os apartamentos contarão com dois quartos, sendo uma suíte reversível, varanda e estrutura planejada para atender diferentes perfis familiares. Outro diferencial destacado foi a implantação de pontos de carregamento para veículos elétricos, solução ainda pouco comum em empreendimentos econômicos da região.
Segundo Marina Abreu, gerente de incorporação da LaVentana Empreendimentos, o objetivo foi unir acessibilidade habitacional com soluções alinhadas às transformações urbanas contemporâneas.
“Pensamos em um empreendimento que dialoga com mobilidade, sustentabilidade, funcionalidade e qualidade de vida. Hoje, mesmo dentro do segmento econômico, existe uma demanda crescente por projetos mais inteligentes e preparados para o futuro”, afirmou.
Já Danilo Sousa, gerente comercial da empresa, destacou que o projeto nasce conectado ao novo perfil de consumidor imobiliário.
“O cliente de hoje busca não apenas adquirir um imóvel, mas investir em estrutura, localização, praticidade e valorização urbana. Existe uma mudança muito forte no comportamento de compra habitacional”, explicou.
Mercado imobiliário em transformação
Além da apresentação institucional da nova incorporadora, o encontro contou com palestra do especialista Bruno Cantalupo, que abordou cenários e tendências do mercado imobiliário voltadas ao segmento de corretores e empresários do setor.
O lançamento da LaVentana ocorre em um momento de expansão do mercado econômico habitacional e reforça a aposta da Vertical no crescimento urbano das cidades do interior nordestino, especialmente em regiões com forte capacidade de desenvolvimento regional.
Crédito da foto: Micael Oliveira
Mostra nacional promove oficinas gratuitas e concertos de música de câmara no Pernambuco Centro de Convenções
Programação gratuita no Teatro Brum reúne oficinas de instrumentos de corda, apresentações musicais e recursos de acessibilidade em iniciativa voltada à democratização da cultura
A 1ª Mostra Nacional de Teatro e da Música realiza nesta sexta-feira, 29 de maio, uma programação especial e gratuita no Teatro Brum, localizado no Pernambuco Centro de Convenções, em Olinda. A iniciativa, promovida pelo Ministério da Cultura e Governo Federal, propõe uma imersão no universo da música de câmara com oficinas formativas e apresentações abertas ao público.
Voltada à valorização da identidade artística brasileira e à ampliação do acesso à cultura, a programação reúne atividades para estudantes de música, músicos em formação e interessados em geral que desejam conhecer mais de perto os instrumentos de corda e a musicalidade erudita e popular.
Oficinas formativas
A partir das 14h, o público poderá participar gratuitamente de três oficinas simultâneas de instrumentos de corda: violino, violoncelo e contrabaixo acústico. As atividades têm caráter formativo e sensorial, buscando aproximar os participantes das técnicas, sonoridades e possibilidades artísticas desses instrumentos.
As oficinas são abertas à comunidade e acontecem dentro da proposta da mostra de estimular o intercâmbio cultural e fortalecer a formação artística.
Concertos gratuitos no Teatro Brum
A programação noturna começa às 19h com a apresentação solo do maestro Israel de França, no espetáculo “Do Popular ao Erudito”. O concerto propõe uma travessia entre diferentes estilos musicais, aproximando a música de concerto do público contemporâneo.
Na sequência, às 20h30, o palco recebe o Quinteto de Cordas do IMIF, com repertório dedicado à música de câmara e interpretações voltadas aos apreciadores da música instrumental.
Toda a programação contará com recursos de acessibilidade, incluindo audiodescrição e intérpretes de Libras, ampliando a participação do público.
A 1ª Mostra Nacional de Teatro e da Música tem realização do IMIF e do Ministério da Cultura, com apoio da Nenety Eventos e do Pernambuco Centro de Convenções. O projeto é viabilizado por meio da Lei Federal de Incentivo à Cultura, com patrocínio da Cateno.
quinta-feira, 28 de maio de 2026
Nordeste responde por 21,79% do saldo de vagas formais em abril
São João Alfredo 2026 terá valorização dos artistas da terra, cortejo junino e espaço organizado para o Busca-Pé
Semana do Meio Ambiente 2026 mobiliza comunidade em Fernando de Noronha com ações de sustentabilidade e educação ambiental
Fernando de Noronha promove, entre os dias 1º e 6 de junho, a Semana do Meio Ambiente 2026, uma iniciativa voltada à conscientização ambiental, sustentabilidade e preservação dos ecossistemas do arquipélago. A programação reúne estudantes, instituições públicas, organizações ambientais e moradores em atividades educativas, oficinas, mutirões e ações culturais.
Com o tema “Ação Climática”, a semana busca estimular reflexões sobre conservação ambiental, gestão de resíduos sólidos, proteção dos oceanos e participação coletiva no enfrentamento das mudanças climáticas.
As atividades terão início no dia 1º de junho, com ações educativas nas escolas da rede local de ensino. Um dos destaques da programação será a exibição de documentários produzidos por alunos do Ciei Bem-Me-Quer e da Erem Arquipélago Fernando de Noronha sobre a questão dos resíduos sólidos na ilha, com premiação para o melhor vídeo.
No dia 4 de junho, às 8h30, será realizada uma coleta de resíduos sólidos na Praia da Atalaia, em parceria com a Econoronha. Já às 15h, o Instituto Agronômico de Pernambuco (IPA) promove oficina voltada a produtores rurais sobre práticas sustentáveis na produção local.
Em celebração ao Dia Mundial do Meio Ambiente, no dia 5 de junho, a Praça São Miguel receberá programação especial dentro da Literarte, com participação da Gerência de Meio Ambiente (GMA) e do ICMBio, além da exibição de documentário produzido por estudantes da Erem Arquipélago. A programação também celebra o aniversário da Área de Proteção Ambiental (APA).
Encerrando a semana, no dia 6 de junho, haverá visita ambiental à Ilha Rata com integrantes da comunidade selecionados por sorteio e ações ambientais abertas ao público na Praia da Cacimba do Padre, promovidas pelo Imua e pela Escola de Surf Alma Solar.
À noite, a Praça São Miguel sediará a Feira Ambiental Noronha 2026, reunindo instituições, artesãos, produtores locais e iniciativas sustentáveis, com exposição de produtos, oficinas, doações, trocas e comercialização de alimentos orgânicos. Também serão anunciados os vencedores da gincana “Cuidadores de Noronha”, promovida pela Ambipar, GMA e Erem.
Para a superintendente de Infraestrutura, Obras e Meio Ambiente, Roberta Meneses, o evento reforça a responsabilidade coletiva com a preservação do arquipélago.
“Noronha é um patrimônio natural da humanidade e cuidar desta ilha é um compromisso de todos nós. Tenho a certeza de que cada atitude consciente contribui para construirmos um futuro mais sustentável para as próximas gerações”, destacou.
"A Semana do Meio Ambiente 2026 reafirma o compromisso de Fernando de Noronha com a educação ambiental, a sustentabilidade e a mobilização social em defesa do patrimônio natural da ilha", concluiu o administrador da ilha, Virgílio Oliveira.
As instituições parceiras da iniciativa são ICMBio, Econoronha, Ecotuba, Projeto Golfinho Rotador, Tamar, Imua, Alma Solar, Ambipar, Noronharte, Caruso, IPA e Lab Noronha.
Crédito das fotos: Weidson Carlos.
Carlos Filho supera "nostalgia" e "inovação" e faz “balanço conciliador” em novo álbum de forró
Baile Brasileiro 2 coroa pesquisa histórica com músicas autorais e clássicas filtradas pelas vivências do artista para realçar o aspecto atemporal e dançante do gênero
A incursão fonográfica pelo forró nas produções atuais tem habitualmente trilhado dois caminhos opostos e, não raro, antagônicos: o culto à tradição como formato incontornável para definir o gênero musical ou a aventura disruptiva movida pela sempre cobrada intenção de “renovar” o segmento. O cantor e compositor pernambucano Carlos Filhos foge à armadilha da rivalidade com um álbum ancorado em vasta pesquisa histórica e embalado, sobretudo, pela cadência da conciliação. Baile Brasileiro 2 exalta o valor da sonoridade clássica sem desmerecer as transformações comuns a manifestações culturais temperadas com as vivências contemporâneas e, sob recorte autoral, realça um aspecto acima de arranjos e convenções, seja ontem ou hoje: o balanço indissociável dos forrós. O álbum será lançado no dia 28 de maio nas plataformas digitais.
“A intenção não é ser inovador, disruptivo e, sim, honesto, sincero em colocar o nosso ponto de vista nessa vivência com o forró, com essa tradição da música, como é feita. Outro ponto foi focar no balanço (groove), ao invés da forma, do arranjo, das convenções. Esse álbum está situado no atual momento da minha carreira e está cumprindo essa função de fortalecer meu posicionamento dentro do forró, mas apontando para caminhos sonoros a partir dessa minha vivência com forró, minha escrita como compositor, meu lugar de cantor enquanto artista da voz, intérprete, meu contato e produção com o eletrônico no fazer musical do meu tempo, de como a música é feita hoje”, explica Carlos, apresentador há três anos do Festival Nacional de Forró de Itaúnas (Fenfit), realizado no Espírito Santo e considerado o maior do mundo.
Baile Brasileiro 2 estende a pesquisa de mais de sete anos do artista sobre o forró e dá novas colorações ao conjunto de composições reunidas na edição de número 1, lançada em 2024. O cantor manteve o nome para realçar a unidade conceitual do projeto, favorecer o reconhecimento do posicionamento em relação ao forró e, assim, facilitar a identificação pelo público. “Eu sinto que o Baile 2 evolui, caminha pra um lugar onde esse diálogo do orgânico e do eletrônico está mais maduro, mais desenvolvido. Teve mais horas de contato entre os músicos, foi um álbum gravado 100% ao vivo”, ele observa.
O álbum tem nove faixas e percorre várias ramificações da matriz musical popularmente conhecida pela alcunha de “forró”. Contempla baião, xaxado, xote, toada, aboio, marchinha (arrasta-pé), côco do norte e forró em meio a músicas autorais e releituras de canções pinçadas do manancial forrozeiro brasileiro - o recorte se baseou na subjetividade do cantor formada pela junção de realidades artísticas, culturais, sociais e até amorosas. “Um circuito de afetos”, ele sintetiza o trabalho sob produção executiva da TBC Produções e gravação no estúdio Carranca.
Três singles já foram lançados antes de o álbum ser disponibilizado nas plataformas digitais. Pau nas Coisas, forró conhecido na voz de Assisão, ícone do gênero no Nordeste, se tornou pública em 2025. O segundo saiu em abril de 2026, Tempo Mãe. O terceiro é de maio - Mesa Posta, moldado como um samba de latada, é parceria com Rafael Marques, arranjador e diretor musical de Baile Brasileiro 2. A gravação contou com a participação, nos vocais, do cearense Santanna, O Cantador, um dos mais renomados poetas do cancioneiro popular da região.
A abertura do álbum fica a cargo de um toada extraída da faixa de encerramento, Canaã, assinada pelo compositor cearense Humberto Teixeira. Carlos divide a autoria com Luiz Diniz no xote Tempo Mãe, com o sanfoneiro Felipe Costta no baião Fúria das Dunas e inclui no repertório a composição de Juliano Holanda chamada Partilha - única relacionada a uma experiência estritamente afetiva. Complementam a obra a parceria de Anastácia com Dominguinhos em Alegria Pé de Serra e a música Sou Mais Forró, do paraibano Pinto do Acordeon.
A vivacidade sonora é assegurada pela combinação exitosa de músicos expressivos da atual cena artística pernambucana selecionados por Carlos. O comando da zabumba, do pandeiro e do ganzá conta com Júnior Teles, da sanfona fica com Felipe Costta, do triângulo e do ganzá com Joana Xeba, do synth bass com Lucas Dan. As cantoras Isadora Melo e Sônia Cristina compõem o coro de vozes com parte dos instrumentistas. A produção artística é dividida entre Carlos e, a convite do cantor, TomBC, parceiro antigo e nome reconhecido na cena musical pernambucana.
A seleção musical com letras afiadas somada à participação de artistas habituais nos espaços contemporâneos de vivência do forró encorpa a proposta documental e reflexiva esboçada por Carlos no álbum de perceber o gênero musical enquanto fluxo contínuo, sem nostalgia, despido de embates temporais e, sobretudo, como sinônimo de dança. “Tem coisas numa experiência de dançar um forró, de um baile de forró, que o corpo entende antes da razão. Os afetos são ativados muito antes da razão e isso é mediado pelo balanço. Eu quero com esse álbum é que as pessoas dancem”, ele diz. Que comece o Baile.
QUEM É
Cantor e compositor pernambucano de Serra Talhada, no Sertão, Carlos Filho é um músico cujo exercício artístico reflete uma intensa introspecção nas raízes da música a partir do apuro poético, da sensibilidade e da delicadeza vocal. Ganhou projeção nacional com a participação encantadora no The Voice Brasil (Globo) e transita com versatilidade por diversos gêneros da sonoridade e dramaturgia brasileiras, seja em trabalhos solos ou em parceria com ícones da cena. Integrou a Bandavoou, o grupo Estesia, lançou o Baile Brasileiro (em 2025) e, agora, apresenta o volume 2 com aprofundamento da imersão na alma do país.
FAIXA A FAIXA COM O CANTOR
Intro | Baile Brasileiro 2 - Quis começar esse álbum como quem pede licença. Isso vem muito de uma tradição da cultura popular nordestina, daquilo que a gente chama de ‘loa de chegança’. A toada que anuncia quem está chegando, o que veio cantar e o que veio dizer. No Baile 1, abri o disco com aboio. Nesse, quis fazer diferente: criar uma costura entre o começo e o fim do álbum e peguei a primeira estrofe de Canaã, a última faixa do disco. Gosto da ideia de álbum começar e terminar se abraçando. A abertura apresenta tomada de posição importante pra mim: não queria falar do nosso lugar, da nossa gente e da nossa música de forma caricaturada, folclorizada ou encaixotada. Quando canto “Por que cantar tanta tristeza?”, já existe um posicionamento.
Tempo mãe - Compus há mais de 15 anos, no banheiro da casa onde nasci e cresci, em Serra Talhada. Morava no Recife e voltava pro Sertão nas férias. Era um período sensível da juventude. Pensava sobre tempo, ausência, a relação das pessoas. E isso se consolidou numa sensação que tinha com minha mãe. Passava um mês em Serra, mas, perto de voltar, parecia que algo mudava nela. Ficava mais próxima, afetiva, dizia: “Você passou o mês aqui e não consegui lhe aproveitar como queria”. Aquilo mexia. Voltava pro Recife cheio de saudade. Tempo Mãe nasceu desse entendimento de que às vezes a gente só percebe o valor da presença quando ela está acabando. Organizou muitas coisas dentro de mim. Gravei com a bandavoou num formato reggae, dub. Sempre ouvi internamente como xote. Gravar assim foi também uma forma de reencontro comigo mesmo.
Fúria das Dunas - Nasceu da escuta. Estava em Itaúnas (ES), trabalhando num festival de forró com Felipe Costta. As pousadas estavam tão lotadas, tivemos que dividir um quarto com uma única cama. Felipe é tímido, discreto. Ele viveu uma paixão intensa, breve, dessas que parecem nascer já sabendo que vão acabar. E me contou tudo. Fiquei muito encantado pela forma como ele narrava. Às vezes a gente escreve sobre algo que não viveu diretamente, mas que ouviu e aquilo atravessou a gente. Fúria das Dunas é isso. Nasce também da atmosfera de Itaúnas. A vila parece encantada. Tem o rio, o mar, as dunas, o vento… e parece que o desejo das pessoas se mistura com a geografia. Quando voltei ao quarto, Felipe ainda estava com a mulher. Esperei do lado de fora numa rede. Depois, ela saiu e entrei exausto. Só que o travesseiro tinha o cheiro dela - cítrico, doce, meio alecrim. Dormi com aquele cheiro. Daí nasceu: “Teu abraço que deixou cicatriz / deixou marcas de amor no lençol.”
Mesa Posta - Fala sobre aquele estado de excitação quando a pessoa que você gosta está chegando. Momento em que você começa a organizar a casa, passar o café, separar o vinho, escolher a comida… mas tudo isso já atravessado pelo desejo. Rafael Marques me mandou a melodia e imediatamente pensei na cena: “Se organize aí que eu tô chegando”. A música brinca o tempo inteiro com essa confusão entre o prazer da comida e o prazer da pessoa. Às vezes não fica claro se eu estou falando do queijo, do vinho, do biscoitinho de fubá… ou do corpo da pessoa. E eu gosto disso. Também quis deixar Recife muito presente ao citar bairros para marcar geograficamente o desejo. Vem da minha memória afetiva. Dos ônibus que pegava. Da cidade atravessada pelo amor. E existe algo especial: a participação de Santanna, minha maior referência cantando xote.
Partilha - Talvez a música mais íntima do álbum. Conheço a composição de Juliano Holanda há anos. Mas curiosamente só me atravessou de verdade recentemente. Durante a pesquisa e circulação do “Baile Brasileiro”, me divorciei.Relação de dez anos. Término pacífico, respeitoso, amoroso… mas doloroso. Escrevi músicas e poesias sobre o período, mas nada tinha me atravessado da forma como “Partilha”. A música constrói uma imagem muito bonita: duas pessoas caminhando juntas em direção ao mar e percebendo que, se continuarem andando lado a lado, vão se afogar. Então cada uma segue pra um lado. Essa imagem me desmontou. E o som do mar foi muito importante pra mim nessa faixa. No final do meu casamento, morávamos perto do mar na Zona Sul do Recife, onde o som do mar invade tudo. Está presente o tempo inteiro. Ao mixar a música, sentia que faltava algo. Até entender que era o mar e colocamos o som das ondas.
Alegria Pé de Serra - Essa música me emociona profundamente. Porque vejo muitas histórias de artistas dizendo que cresceram cercados de músicos virtuosos, grandes intérpretes, pessoas tecnicamente brilhantes. E preciso ser honesto: não cresci assim. Cresci cercado de trabalhadores que faziam música nos fins de semana. Pessoas que talvez não fossem tecnicamente impecáveis, mas com fogo artístico muito poderoso. Anos atrás, Felipe Costta, Jr. Teles e eu fomos a Umbuzeiro (PB) conhecer Bá Veloso, mestre de Felipe. E teve um momento marcante. Bá pegou a sanfona de Felipe pra tocar. Tecnicamente, existia um abismo entre os dois: Felipe é um virtuoso, estudioso, Bá, autodidata. Mas quando Bá começou a tocar, inundou o lugar de alegria. Ali estava materializado o tocador popular que construiu a música nordestina. Na gravação, quis criar a sensação de estar sentado numa casa ouvindo duas sanfonas tocando perto de você. Inclusive mantive os ruídos das teclas, o som do fole, a respiração do instrumento. Porque aquilo também é música.
Sou Mais Forró - Gravei “Sou Mais Forró” porque, nos últimos anos, viajando com essa pesquisa do Baile Brasileiro, vivi muitas formas diferentes de dançar forró. Fui pra outros estados. Pra Portugal. Uruguai. E notei tentativas de me explicar como o forró deveria ser dançado. O jeito certo. O errado. Não quis entrar na disputa. Só afirmar o nosso jeito de dançar no Nordeste. Porque existe lógica cultural nisso. Dançar colado, girar menos, fazer menos ornamentos… tudo isso tem relação com o fato de o forró ser dançado, por muito tempo, em terreiro, em chão de terra. Se você gira demais, a poeira sobe. Então, o corpo foi criando uma cultura própria. Essa música é muito isso: uma defesa do nosso jeito de sentir e viver o forró. Sem diminuir ninguém. Mas também pedindo respeito.
Pau nas Coisas - Representa o momento em que o forró pega fogo. O instante em que tudo esquenta: o corpo, a música, o salão, as pessoas. Quando o povo tira a sandália, dobra a calça, abre a camisa e simplesmente dança. Sem pensar muito. Só vivendo. Essa música fala dessa pulsação física do forró. Dessa agressividade que não é violência, é impulso, vibração, epifania. Foi também a primeira faixa produzida dentro desse caminho mais híbrido entre o orgânico e o eletrônico.
Canaã - Sintetiza muitas coisas que estão espalhadas pelo disco. Conversa diretamente com a intro. Como se o começo fosse a inspiração e o final, a expiração. Fala sobre Canaã como esse lugar desejado. Esse lugar prometido. Esse lugar onde a gente consegue viver sem precisar abandonar quem é. E isso me atravessa profundamente. Porque existe uma pressão constante pra que artistas deixem seus lugares e migrem para centros maiores pra sobreviver de arte. E eu tento resistir a isso. Tento acreditar nessa Canaã possível. Nesse lugar onde a gente possa viver, produzir, criar e ser feliz sem precisar sair do nosso território. Anos atrás, tive burnout e quadro de depressão crônica. Depois de terapia, cuidado e arte, consegui sair desse lugar. Então quando a música termina dizendo “Eis porque voltei a cantar”, não é só poesia. É literalmente verdade. E Canaã também é isso: o lugar de estar vivo de novo.
Pernambuco Centro de Convenções vai exigir regularidade de empresas de segurança em grandes eventos
Iniciativa pioneira discutida com a Polícia Federal reforça controle sobre empresas de segurança privada e amplia proteção ao público em shows e eventos realizados no CECON
O Pernambuco Centro de Convenções, um dos principais equipamentos de eventos do Nordeste e palco dos maiores shows realizados em Pernambuco, passará a exigir contratualmente a regularidade das empresas de segurança privada que atuarem em eventos promovidos no local. A medida foi discutida durante reunião realizada na sede da Superintendência Regional da Polícia Federal em Pernambuco entre o diretor-executivo do CECON, Antônio Peçanha, o Diretor Regional Executivo da Polícia Federal, Rodrigo Bastos, e o Chefe da Delegacia de Segurança Privada, Wagner Furtado.
A iniciativa é considerada pioneira e busca ampliar a segurança do público, além de garantir conformidade com a legislação federal que regulamenta a atuação das empresas de segurança privada no Brasil.
Segundo Antônio Peçanha, o objetivo é fortalecer os protocolos de proteção em um equipamento que recebe milhões de pessoas anualmente. “O Pernambuco Centro de Convenções é referência nacional na realização de grandes eventos e shows. Temos uma responsabilidade muito grande com a segurança do público e essa iniciativa reforça nosso compromisso com a legalidade, a organização e a proteção das pessoas que frequentam o equipamento”, destacou.
A Polícia Federal em Pernambuco vem desenvolvendo ações voltadas ao fortalecimento da fiscalização e à prevenção de irregularidades no setor de segurança privada, especialmente no contexto de grandes eventos. Além das fiscalizações, a instituição também tem buscado ampliar o diálogo com setores da iniciativa pública e privada para estimular a contratação de serviços dentro dos parâmetros legais e normativos vigentes.
Nesse contexto, a Polícia Federal destacou positivamente a postura pioneira do Pernambuco Centro de Convenções, que acolheu a iniciativa e passará a exigir, contratualmente, que promotores de eventos realizados em suas instalações contratem empresas de segurança privada devidamente regularizadas.
O Diretor Regional Executivo da Polícia Federal em Pernambuco, Rodrigo Bastos, ressaltou a importância da integração entre os setores público e privado. “Essa aproximação com o Pernambuco Centro de Convenções fortalece uma cultura de responsabilidade na contratação de serviços de segurança privada. A regularidade dessas empresas impacta diretamente a proteção coletiva e contribui para a observância da legislação”, afirmou.
Já o Chefe da Delegacia de Segurança Privada, Wagner Furtado, alertou para os riscos das contratações irregulares. “A contratação e a prestação de serviços de segurança privada em desacordo com a legislação podem gerar sanções administrativas e responsabilidade penal, alcançando tanto os prestadores quanto os contratantes de serviços clandestinos. Essa iniciativa representa um avanço importante para a proteção do público e para a valorização do setor formal de segurança privada”, explicou.
A Polícia Federal reforça que a atuação de empresas de segurança privada depende de autorização e fiscalização federal, conforme previsto na legislação brasileira. A adoção desse critério contratual pelo Pernambuco Centro de Convenções deverá servir como referência para outros equipamentos de eventos e entretenimento do país.
A medida também fortalece a parceria institucional entre o setor público e a iniciativa privada no combate a atividades irregulares. A Polícia Federal reafirmou que seguirá atuando de forma preventiva e articulada, buscando inibir práticas clandestinas e garantir o cumprimento da legislação aplicável ao setor.