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Escritora e narradora de histórias, Clara Haddad convida crianças e pais para o evento de divulgação da obra "A Velhinha e o Porco", que acontece no dia 27 de janeiro, às 16 horas
Biblioterapeuta, narradora de histórias, atriz e escritora, Clara Haddad publica a quinta obra da carreira: A Velhinha e o Porco. O evento de lançamento acontecerá no dia 27 de janeiro, às 16 horas, na Livraria Jaqueira do Paço Alfândega Shopping, em Recife. Cidade foi escolhida em homenagem à Lenice Gomes, que estará presente na data e é uma importante autora de livros infantis como “O tempo perguntou por tempo”.
No enredo, os pequenos leitores, pais e educadores são convidados a conhecer a história de uma velhinha que se sentia sozinha e tem a sorte de descobrir um saco cheio de moedas. Com o dinheiro, ela decide comprar um porquinho para se tornar seu companheiro de vida.
Clara Haddad busca abordar com o público infantil temas como a solidão dos idosos, a importância da empatia e a necessidade de ajudar os outros. Além disso, a obra tem o objetivo de transcender as barreiras da idade para se tornar uma ferramenta de diálogo e fortalecimento dos laços entre as famílias.
Lançamento do livro “A Velhinha e o Porco”
Quando: sábado (27/01)
Horário: 16 horas
Onde: Livraria Jaqueira
Endereço: Paço Alfândega Shopping; rua Me. De Deus, 110 – Recife, Pernambuco
Sobre a autora: Formada em Biblioterapia pela Book Therapy em Londres e pelo Observatório do Livro de São Paulo, Clara Haddad é escritora, narradora de histórias e atriz. Ela foi responsável pela fundação da primeira escola de narração em Portugal, com objetivo de formar narradores e mediadores de leitura. Também criou o grupo de storytelling on-line “Confraria das Palavras”, que funciona como uma mentoria coletiva para profissionais já atuantes ou em início de carreira. Na literatura, publicou vários livros infantojuvenis, como “Poeira das Estrelas”, “A Narradora de Histórias e Outros Contos de Encantar”, “O que o crocodilo come ao meio-dia", “Histórias de quem conta histórias” e “A Velhinha e o Porco”.
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Começaram as “Férias Divertidas” na Biblioteca Pública de Pernambuco (BPE). Nesta quarta-feira (17), a BPE, situada no Centro do Recife, realizou uma oficina de xilogravuras e contação de histórias sobre literatura de cordel para dar início à programação especial do período de férias escolares no equipamento. O evento é gratuito, voltado para o público dos cinco aos 15 anos, e as atividades, que acontecem no setor infanto-juvenil da biblioteca, vão até o dia 26 de janeiro.
O tema que guia o projeto é “A Simbologia Popular do Movimento Armorial”, em referência à iniciativa criada por Ariano Suassuna. O Movimento Armorial, que recentemente completou 50 anos, teve o objetivo de criar artes utilizando como elemento principal a cultura popular do Nordeste brasileiro.
Quem comandou o pontapé inicial do evento nesta quarta-feira foi a educadora, escritora e contadora de histórias Sandra Moraes. Durante a atividade, as crianças e adolescentes brincaram de rimar e produziram ilustrações. “A proposta de ouvir cordéis e brincar com a premissa da rima estimula a criatividade e o interesse pelas tradições culturais. De uma forma prática e lúdica, aproximamos as crianças da riqueza da nossa cultura”, ressaltou.
Maria Clara, de oito anos, é frequentadora assídua do setor infanto-juvenil e participou da atividade de abertura do evento. Ela conta que gosta de aproveitar as férias na biblioteca. “Acho um lugar muito divertido. Gosto de ler, desenhar, pintar. Também vou participar das outras oficinas”, disse.
O chefe da Unidade de Atendimento ao Público da BPE, Hélio Monteiro, comentou sobre a abertura do evento. “Superou as expectativas. Foi sucesso absoluto. Tivemos um público bem legal, as crianças interagiram e curtiram. Esperamos o mesmo dos próximos dias”, pontuou.
Férias Divertidas na BPE
É uma programação especial do equipamento público. Com brincadeiras, atividades e oficinas, o objetivo é proporcionar interações sociais, recreação, aprendizado e o desenvolvimento da criatividade artística das crianças e adolescentes.
Confira a sequência da programação:
– 18/01 – Oficina de pintura em telinhas: uma aventura pictórica pela simbologia do Movimento Armorial
Facilitador: Prof. Anselmo Cabral
Horário: 9h às 11h
– 19/01 – Um Bicho Armorial pra chamar de seu – Oficina de Fantoche de Vareta
Facilitador: Emerson Pontes (Artista Plástico e Arte-Educador)
Horário: 9h às 11h
– 24/01 – Arte coletiva com contação de histórias em teatro interativo
Facilitador: Kilder Alves (Professor e Arte educador)
Horário: 9h às 11h
– 25/01 – Experiência lúdica na confecção do mosaico da Onça Caetana – Celebrando os 50 anos do Movimento Armorial
Facilitadores: Tia Lili e Prof. Anselmo Cabral
Horário: 14h às 17h
– 26/01 – Brincadeiras Populares
Facilitador: Grupo de Escoteiros Guardiões do Mar – Coordenação Chefe Márcio Gomes
Horário: 9h às 11h
Escolha reforça o compromisso com a construção de uma educação antirracista
Relações Étnico-Raciais: educar para o (re)conhecimento e a valorização da diversidade e da diferença. Este é o tema escolhido pelo Governo do Estado de Pernambuco, através da Secretaria de Educação e Esportes (SEE), para o ano letivo de 2024 da rede estadual. A escolha reforça a centralidade da pauta para a gestão atual e o compromisso dos educadores da rede com a construção de uma educação antirracista.
A temática, que se desdobrará ao longo dos quatro bimestres, foi selecionada porque 2024 marca o último ano da Década Internacional de Afrodescendentes, proclamada pela Organização das Nações Unidas (ONU). A escolha também considerou os 20 anos, completados em 2023, da Lei Nº 10.639/03, que alterou a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDBEN) para tornar obrigatório, no currículo da educação básica, o ensino da História e Cultura Afro-brasileira e Africana.
Em Pernambuco, a implementação da lei é garantida por meio de várias ações que fortalecem a formação continuada de professores e a prática de atividades pedagógicas pautadas na temática. Apesar disso, a população negra (somatório de pretos e pardos) ainda segue com índices inferiores de aprendizagem, como apontam os resultados do Sistema de Avaliação Educacional de Pernambuco (SAEPE) 2022. “Isso não acontece porque eles têm menos capacidade de aprender, mas porque eles têm, historicamente, menos oportunidades, e é esse cenário que trabalhamos para mudar, promovendo uma educação verdadeiramente antirracista”, defende a secretária de Educação e Esportes, Ivaneide Dantas.
O tema anual ainda engloba a importância da Lei Nº 1.645/08, que torna obrigatório o estudo da história e cultura indígena. Além disso, trata sobre a urgência de dar visibilidade a grupos étnicos não contemplados por essas duas leis, como os povos Romá, mais conhecidos como povos ciganos, que estarão inclusos nos diálogos e práticas pedagógicas ao longo de 2024. “Nós que fazemos a educação em Pernambuco reconhecemos a presença dessa população e trabalhamos para que a invisibilidade, a negação e o silenciamento, marcas do racismo, sejam superados através de uma educação libertadora que valoriza as múltiplas existências”, afirma a secretária.
AÇÕES
O pontapé inicial na rede estadual foi dado em dezembro, quando o tema anual foi discutido com representantes das equipes pedagógicas das 16 Gerências Regionais de Educação (GREs) no Seminário de Educação das Relações Étnico-Raciais, realizado em Garanhuns, no Agreste pernambucano. O foco da formação foi trazer para o debate os conceitos e referenciais teórico-metodológicos sobre o tema, compartilhar iniciativas inspiradoras da rede e promover a troca de saberes que embasam a prática de uma educação antirracista.
“Estamos investindo em cursos de letramento racial crítico para que as equipes das regionais possam compreender melhor o tema, porque ele parece simples, mas ele é complexo, afinal, todos nós somos afetados pelo racismo e guardamos um pouco dele”, considera Tarcia Silva, secretária executiva de Desenvolvimento da Educação da SEE. A partir do seminário, cada GRE fez seu planejamento estratégico de atividades para o fortalecimento do tema nas escolas estaduais neste ano letivo. As formações nas gerências regionais seguem ao longo das quatro unidades do ano letivo.
A pasta também está produzindo cartilhas para cada componente curricular. O objetivo é orientar como, em cada um deles, é possível discutir a temática. “O currículo é tão eurocêntrico que a gente não vê as possibilidades de aplicação do tema para além de disciplinas como História, Língua Portuguesa e Artes. Nossa perspectiva é a de propor abordagens do tema também no campo da Geografia, da Língua Inglesa e dos outros todos componentes”, revela Tárcia. O material deve ser distribuído no primeiro bimestre do ano letivo. No âmbito da Educação Infantil, a partir do Programa Criança Alfabetizada, as cartilhas vão dialogar sobre a questão da identidade racial, para que os pequenos tenham acesso à temática desde que entram na escola.
EXPECTATIVA
No Seminário de Educação das Relações Étnico-Raciais, pesquisadores, educadores da rede estadual e estudantes das populações negras, indígenas, quilombolas e dos povos ciganos participaram de painéis de debate. “Os estudantes foram grandes protagonistas desse encontro, contando suas experiências, o que eles pensam e quais são as estratégias que as escolas devem utilizar no combate ao racismo e na valorização dessas identidades”, ponderou Tarcia.
Ruan Gabriel, estudante de 17 anos da Escola de Referência em Ensino Médio (EREM) Padre Guedes, em Vicência, na Zona da Mata de Pernambuco, foi um dos painelistas do seminário e considera que a educação étnico-racial é vital para a formação de cidadãos. “Ela é extremamente importante para nos conhecermos, sabermos nossos direitos e do que somos capazes. Não é algo que apenas pessoas negras precisam conhecer. O racismo é uma problemática branca e não basta não ser racista, é preciso ter uma postura antirracista, porque desculpas não vão mudar o passado, mas atitudes mudam o futuro”, considera.
Há três anos, no dia 17 de janeiro de 2021, a enfermeira do Hospital das Clínicas de São Paulo, Monica Calazans, foi a primeira pessoa a ser vacinada no Brasil contra a covid-19. Desde então, a vacinação em massa se difundiu pelo país e, ainda que a doença não tenha sido totalmente erradicada, as vacinas foram as grandes responsáveis pelo arrefecimento da pandemia no país.
“O principal objetivo das vacinas é prevenir as formas mais graves das doenças. Nunca vai ter uma vacina com 100% de eficácia. Ela é importante para abrandar os sintomas, impedir consequências graves e mortes causadas pela doença”, explica a infectologista do Hospital Edmundo Vasconcelos, Patrícia Rady Muller.
A especialista afirma que todas as vacinas são essenciais, mas que é preciso obedecer às faixas etárias e públicos determinados. “A gente viu como funcionou o processo de vacinação para a covid-19. A partir de estudos científicos, se determina qual a faixa etária mais adequada e se é destinada para homens e mulheres, por exemplo. Tudo varia de acordo com a ação do agente infeccioso que está sendo estudado”, destaca.
O grande objetivo das vacinas é fazer com que a pessoa crie anticorpos que oferecerão uma resposta ou reação a uma determinada doença. Para a elaboração, as vacinas podem ser de diferentes tipos: aquelas com agentes vivos ou atenuados (em que o vírus é atenuado e não pode mais transmitir a doença), com agentes inativos (com vírus mortos) e aqueles de RNA mensageiro (engenharia genética). “Isso é feito porque tem partes de vírus e bactérias que são fundamentais para incentivar a criação de anticorpos e a criação da defesa em relação àquela doença”, detalha.
Patricia orienta que é fundamental manter a carteira vacinal atualizada e ressalta que o Programa Nacional de Imunização (PNI) é um dos mais completos do mundo, com vacinas disponíveis de acordo com a faixa etária. Algumas delas, como a contra a tuberculose, são essenciais, enquanto outras como a do pneumococo (causada pela pneumonia por bactérias) e a do HPV são destinadas a públicos específicos. Apenas as vacinas disponíveis no PNI já oferecem uma proteção muito importante, segundo Patricia.
No caso da vacina contra a covid-19, as vacinas foram sendo atualizadas de acordo com as mutações do vírus. Hoje, são aplicadas as vacinas bivalentes, uma atualização feita com base no vírus que evoluiu muito desde o início da pandemia. O recomendado pelos órgãos de saúde é que cada pessoa tenha tomado pelo menos duas vacinas das relacionadas ao vírus inicial e mais uma bivalente da Pfizer. “É muito importante vacinar, visto que a circulação do coronavírus e das internações relacionadas à doença aumentou. Isso ocorre porque menos de 30% da população brasileira se vacinou com a bivalente então essa atualização se torna essencial”, descreve a médica.
Por fim, a infectologista ainda faz um alerta importante para a população. “A gente só consegue erradicar doenças se a gente tiver tratamentos associados a vacinas. As vacinas testadas e aprovadas pela ciência, como as contra a covid, não vão trazer malefícios. É preciso combater as notícias falsas que circulam sobre o assunto e, por isso, é importante sempre procurar médicos disponíveis e os órgãos e instituições de saúde para tirar todas as dúvidas relacionadas ao assunto para evitar qualquer distorção”, finaliza.
Sobre o Hospital Edmundo Vasconcelos
Localizado ao lado do Parque do Ibirapuera, em São Paulo, o Hospital Edmundo Vasconcelos atua em mais de 50 especialidades e conta com cerca de 1.000 médicos. Realiza aproximadamente 12 mil procedimentos cirúrgicos, 13 mil internações, 230 mil consultas ambulatoriais, 145 mil atendimentos de Pronto-Socorro e 1,45 milhão de exames por ano. Dentre os selos e certificações obtidos pela instituição, destaca-se a Acreditação Hospitalar Nível 3 - Excelência em Gestão, concedida pela Organização Nacional de Acreditação (ONA) e o primeiro lugar no Prêmio Melhores Empresas para Trabalhar na categoria Saúde - Hospitais, conquistado por três anos consecutivos, 2017, 2018 e 2019.
Site: www.hpev.com.br
Começa nesta quinta-feira (18) a segunda rodada do cadastro escolar para o ano letivo de 2024 da Rede Estadual de Ensino. O cadastro deve ser realizado pelo site www.matricularapida.pe.gov.br, que é voltado para estudantes novatos dos ensinos fundamental e médio. O prazo de inscrição, nesta etapa, segue até o dia 22 de janeiro. A rede possui escolas distribuídas por todos os municípios de Pernambuco e atende aproximadamente 500 mil estudantes.
Ao todo, estão disponíveis 65.922 vagas, sendo 8.475 para Recife, 15.626 nos demais municípios da Região Metropolitana e 41.821 para o interior, contemplando Zona da Mata, Agreste e Sertão. Essas vagas voltaram para o sistema após a primeira rodada de matrícula, que aconteceu entre os dias 22 de novembro a 26 de dezembro, mas não foram confirmadas no período da efetivação.
Os responsáveis pelo cadastro nessa segunda rodada devem efetivar as matrículas presencialmente nas escolas entre os dias 24 e 26 de janeiro, inclusive com a entrega dos seguintes documentos: número da inscrição do Cadastro 2022, cópia da Certidão de Nascimento, original do histórico escolar ou declaração original da última escola em que estudou, comprovante de residência com CEP, cópia da carteira de vacinação, comprovante de tipo sanguíneo e fator RH e foto 3x4 recente.
Para 2024, foram ofertadas 175.201 vagas para estudantes novatos, das quais 97.903 foram preenchidas por crianças e jovens oriundos das redes municipais em processo realizado ao longo do segundo semestre de 2023. Portanto, nesta etapa, foram ofertadas 77.298 vagas, sendo 10.762 distribuídas no Recife, 18.211 nos demais municípios da Região Metropolitana e 48.325 no interior, contemplando Zona da Mata, Agreste e Sertão.
Cronograma
Cadastro Escolar – 2ª Rodada: de 18 a 22 de janeiro
Efetivação da Matrícula – 2º Rodada: de 24 a 26 de janeiro
Foto: Josimar Oliveira.
Pedro Silva, de 17 anos, veio de Catolé do Rocha para participar de festival de música internacional de SP
Pedro durante apresentação l Foto: Diego Redel