Poliana do Nascimento é chefe da Seção de Coleções Especiais há 14 anos
Organizar e catalogar acervos, orientar a busca e a seleção de informações, preservar mídias e desenvolver ações educativas. Essas são apenas algumas das funções de um bibliotecário, ocupação milenar registrada desde a Antiguidade. Nesta quarta-feira (12), quando é celebrado o Dia do Bibliotecário no Brasil, a Secretaria de Educação de Pernambuco (SEE) destaca o trabalho desenvolvido pelos profissionais que atuam na Biblioteca Pública do Estado (BPE), no Recife.
Uma dessas profissionais é a bibliotecária Poliana do Nascimento, de 49 anos. Chefe da Seção de Coleções Especiais da BPE, ela é uma apaixonada pelos acervos de que cuida. “Quem não conhece ainda, não sabe o tesouro que tem aqui”, comenta.
Mesmo nascida em uma família de bibliotecários, o caminho de Poliana até a profissão que exerce hoje não foi tão óbvio. “Tem gente que vem de uma família de médicos, eu venho de uma de bibliotecários. Minha mãe, meu irmão e minha tia, que inclusive trabalhou aqui na Biblioteca Pública. Minha primeira formação foi em Artes e, na época, eu não me envolvi com a Biblioteconomia. Achava uma coisa chata”, brinca.
Foi o irmão que ajudou a virar essa chave. “Quando ele começou a graduação, eu vi que a Biblioteconomia não era o que eu achava que era, não foi o curso que a minha mãe fez, ele foi modificando”, avalia.
Para ela, o público ainda tem uma visão distorcida do que faz um bibliotecário. “As pessoas entendem o bibliotecário como um profissional que vive sempre guardando livros ou indicando leituras, mas o seu foco, a sua essência, é trabalhar com a informação. Ele organiza a informação para que o pesquisador tenha acesso a ela”, explica a bibliotecária, que integra a equipe da BPE desde 2007.
Coleções especiais
A Seção de Coleções Especiais da Biblioteca Pública do Estado é composta por cinco acervos. Um deles, o de Obras Raras, considerado um dos mais valiosos do país, com cerca de 15 mil livros e edições em outros formatos, como panfletos, periódicos e documentos avulsos.
O exemplar mais antigo do acervo, o Manual de Confessores e Penitentes, data de 1560.
Desde 2012, à frente da seção, Poliana sonha em universalizar este acervo. “ A gente tem um material muito rico, né? Nosso foco agora é identificar tudo o que temos do século dezenove, digitalizar e disponibilizar para o usuário, porque a gente preserva o documento e, ao mesmo tempo, está colocando disponível para qualquer pesquisador, onde quer que ele esteja”, explica.
Serviço
A Seção de Coleções Especiais da Biblioteca Pública do Estado funciona de segunda a sexta, das 9h às 18h. O atendimento aos pesquisadores é realizado via agendamento, que pode ser realizado pelo telefone (81) 3181-2650 ou pelo e-mail colecoesespeciais_bpe@adm.
Fotos em anexo de Josimar Oliveira/SEE
Nenhum comentário:
Postar um comentário