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quinta-feira, 21 de maio de 2026

Mendonça acusa Governo do PT de editar “decreto da censura” para controlar redes sociais em ano eleitoral e apresenta projeto para derrubar a medida

     O deputado federal Mendonça Filho apresentou um Projeto de Decreto Legislativo (PDL) para derrubar decretos editados pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que ampliam o poder de controle do Governo Federal sobre redes sociais e plataformas digitais. Para Mendonça, a medida é inconstitucional, autoritária e representa uma tentativa clara de censurar opiniões e controlar o debate público em pleno período pré-eleitoral. 

    “É uma medida inconstitucional, porque usurpa competências do Poder Legislativo, a quem cabe criar leis. Além disso, representa uma tentativa explícita de controlar o debate público e impor censura nas redes sociais”, criticou o parlamentar. Segundo Mendonça, o Governo utiliza o argumento do combate aos crimes digitais contra mulheres e crianças  como “cortina de fumaça” para ampliar o controle estatal sobre o ambiente digital brasileiro.

      Mendonça Filho lembra que já tem legislação que protege as mulheres e crianças vítimas de crimes digitais. “O Congresso Nacional aprovou, com meu voto, o ECA Digital (Estatuto Digital da Criança e do Adolescente), que estabelece regras rígidas para a proteção de menores em redes sociais, jogos e aplicativos. Na PEC da Segurança inclui o endurecimento de pena para crimes contra a mulher”, afirmou Mendonça. O deputado destaca que não é a primeira vez que o Governo do PT tenta impor mecanismos de censura ao ambiente digital, travestido de defesa da democracia e combate a crimes virtuais.  

   “O que a gente tem visto é uma verdadeira escalada autoritária, pautada pela obsessão do PT de calar as vozes discordantes . Os decretos presidenciais usurpam competências do Congresso Nacional e tentam criar instrumentos de controle sobre aquilo que os brasileiros podem dizer, publicar ou compartilhar nas redes sociais. A verdade é essa ”, afirmou. O deputado argumenta que os decretos presidenciais extrapolam completamente as atribuições da Autoridade Nacional de Proteção de Dados (ANPD), ao atribuir ao órgão poderes para fiscalizar conteúdos e interferir na atuação das plataformas digitais. 

     “Não cabe ao Governo decidir, em nenhuma hipótese, o que pode ou não permanecer no ar. Isso é típico de regimes que não convivem bem com críticas e opiniões divergentes”, declarou, ressaltando que o PT insiste em criar instrumentos de controle e censura sobre as redes sociais. Segundo Mendonça, os decretos chegam ao ponto de permitir que a Advocacia-Geral da União (AGU) solicite a retirada de posts impulsionados considerados “publicidade enganosa”. “Vejam que absurdo. Se alguém fizer uma publicação dizendo, por exemplo, que a taxa das blusinhas favorece a China e prejudica as empresas brasileiras, por motivação eleitoreira, a AGU poderá classificar isso como informação enganosa e determinar sua remoção. É um precedente gravíssimo para a liberdade de expressão”, argumentou.

      O parlamentar afirma que o objetivo do PDL, apresentado por ele, para derrubar os decretos do presidente Lula,  é impedir que o Executivo legisle por decreto para interferir na liberdade de expressão e no funcionamento das plataformas digitais sem autorização do Congresso Nacional. “O governo deveria estar preocupado com saúde, segurança, inflação e geração de emprego, não em controlar a opinião dos cidadãos. O PT nunca abandonou a obsessão de monitorar e censurar as redes sociais, e nós vamos enfrentar qualquer tentativa autoritária de limitar a liberdade dos brasileiros”, disse.

      Mendonça lembrou ainda que, em 2023, apresentou proposta para barrar outro decreto do Governo Lula que criava uma estrutura federal voltada ao monitoramento de conteúdos e à checagem de informações nas redes sociais. Durante a tramitação do chamado PL das Fake News, o deputado também protocolou um texto alternativo em defesa da liberdade de expressão e contra mecanismos considerados excessivos de controle estatal sobre as plataformas digitais.

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