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quinta-feira, 23 de julho de 2026

Jones Manoel vence debate e expõe a extrema direita sem propostas no Fala Ordinário

Confronto contra o vereador Eduardo Moura (Novo), nesta quarta (22), evidenciou os dois projetos políticos em disputa nas eleições: um a favor dos trabalhadores e outro a serviço da extrema direita

O debate político mais assistido do ano em Pernambuco terminou com uma vitória clara do historiador e comunicador Jones Manoel. Nesta quarta-feira (22), no canal Fala Ordinário no YouTube, o pré-candidato a deputado federal por Pernambuco (Federação PSOL-Rede Sustentabilidade) apresentou ao eleitorado um programa concreto de defesa da classe trabalhadora. Do outro lado, o vereador do Recife Eduardo Moura (Novo) chegou atrasado, adotou um tom ofensivo ao longo de todo o encontro e não conseguiu apresentar uma única proposta para o Estado. Até a manhã desta quinta-feira (23), mais de 160 mil pessoas assistiram ao confronto de ideias.

Os temas centrais do encontro foram transporte público e tarifa zero, privatização do Metrô do Recife, escala 6x1, saúde pública e piso salarial das categorias, orçamento secreto e combate à corrupção, e o diagnóstico socioeconômico de Pernambuco. Em cada um deles, Jones Manoel apresentou dados, argumentos e propostas concretas enquanto o adversário optava pela provocação.

O comportamento de Eduardo Moura marcou negativamente o debate desde o início. Além de chegar atrasado e desrespeitar os trabalhadores da produção do programa, o vereador substituiu o debate de ideias por provocações direcionadas às redes sociais. A postura abriu caminho para que Jones Manoel expusesse com clareza o histórico de votações do Novo contra os direitos da população. 

"Eduardo Moura não demonstra seriedade nem apresenta propostas sólidas. Chegou atrasado, desrespeitou os trabalhadores da produção do podcast e evitou o debate de ideias. Quem busca uma discussão séria sobre Pernambuco não encontra nele respostas para a saúde, a educação, a economia ou a infraestrutura do nosso Estado", criticou o historiador.

TEMAS DO DEBATE - Jones Manoel abriu o confronto de projetos expondo a contradição entre o discurso e a prática do Novo, partido que surgiu pregando o fim do fundo eleitoral e hoje o utiliza, além de recorrer às emendas do orçamento secreto. O histórico de votações revela um padrão sistemático de atuação contra os trabalhadores.

"O partido de Eduardo Moura votou contra o piso salarial das enfermeiras, das agentes comunitárias de saúde, contra a aposentadoria especial e contra o fim da escala 6x1. Quem chega em casa cansado após uma jornada exaustiva precisa saber quem atua para manter o trabalhador submetido a jornadas penosas sem o devido descanso", ressaltou Jones.

O mesmo padrão de votações do Novo ficou evidente no campo da saúde pública. Jones Manoel apresentou o histórico da legenda contra categorias essenciais do sistema público, tornando concreto o que o adversário tentou disfarçar com provocações. "Sistematicamente, o Novo atua contra profissionais de enfermagem, psicólogas e assistentes sociais, defendendo a privatização do SUS e o corte de verbas para a saúde pública", pontuou.

No campo das propostas, o transporte público foi um dos temas abordados por Jones Manoel, que apontou dados que mostram a viabilidade da implantação da tarifa zero: o sistema metropolitano recebe cerca de R$ 400 milhões anuais em subsídios estaduais, mais de R$ 1 bilhão em quatro anos, repassados a 13 empresas privadas sem transparência sobre custos e lucros. 

"É possível implementar a tarifa zero. O trabalhador gasta em média 20% da sua renda com transporte. Propomos um sistema estadual com financiamento tripartite entre União, Estado e municípios e gestão pública direta. O dinheiro economizado voltará para a economia local, a exemplo do que já ocorre em mais de 100 cidades brasileiras", afirmou Jones.

O sucateamento do Metrô do Recife completou o argumento contra a lógica das privatizações. O serviço já transportou 400 mil passageiros por dia e hoje atende entre 150 mil e 170 mil, fruto do abandono progressivo e da ausência de concursos públicos desde 2014. Para o pré-candidato, a solução passa pela gestão pública e não pela concessão ao mercado.

"A gestão estadual e a prefeitura do Recife defendem a privatização do metrô. Nosso projeto é frontalmente contrário. Estamos ao lado dos metroviários na luta por um metrô 100% público, de qualidade, com tarifa zero e novos concursos", apontou.

Nas considerações finais, Jones Manoel reafirmou o projeto político que representa e convocou o eleitorado pernambucano a acompanhar a pré-candidatura. 

"Enquanto a direita desvia a atenção para omitir sua falta de propostas, nós discutimos o financiamento do piso da enfermagem, do magistério e o socorro aos serviços públicos. Seguimos firmes apresentando uma alternativa de transformação radical para o Estado, com o Manifesto da Bancada da Esquerda Radical e propostas concretas para superar os gargalos históricos de Pernambuco e do Brasil", encerrou.

SOBRE JONES MANOEL - Historiador, professor, mestre em Serviço Social pela UFPE e doutorando pela UFAL, Jones Manoel é comunicador popular com mais de 2 milhões de seguidores nas redes sociais e 15 anos de militância política. Nascido e criado na Favela da Borborema, no Recife, é pré-candidato a deputado federal por Pernambuco pela Federação PSOL-Rede Sustentabilidade. Mais informações em jonesmanoel2026.com.br.

As principais bandeiras da pré-candidatura são: fim da escala 6x1, com jornada de 30 horas semanais sem redução salarial; tarifa zero nos transportes públicos e contra a privatização do Metrô do Recife; contra as privatizações da Compesa e da Celpe/Neoenergia; saúde e educação públicas, gratuitas e de qualidade; enfrentamento ao colapso climático e às enchentes; combate à violência policial e ao racismo; universidade para o povo; e direitos para a população LGBTI+. 

Para colaborar com essa pré-campanha, acesse apoiar.me/jonesmanoel.

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