Secretaria de Desenvolvimento Social e Direitos Humanos de Bom Jardim contra exploração sexual

Pesquisar neste blog

sexta-feira, 28 de agosto de 2026

Eleição em Pernambuco ainda não está resolvida? Priscila Lapa analisa cenário e peso do Nordeste

Cientista política destaca mudança na disputa, força eleitoral do Nordeste e profissionalização da comunicação nas campanhas


A eleição em Pernambuco ainda está em aberto? O cenário político do estado, o peso do Nordeste na disputa nacional e a crescente profissionalização das campanhas foram analisados pela cientista política e jornalista Dra. Priscila Lapa, em entrevista concedida ao repórter Luis Correa, do Blog do Jornalista Luiz Correia, o repórter que chega primeiro.

CENÁRIO EM MOVIMENTO


Priscila Lapa afirma que Pernambuco vive uma eleição que passou a despertar atenção nacional. Segundo ela, a pré-campanha começou com um “favoritismo absoluto” do ex-prefeito do Recife, João Campos, mas o cenário mudou com o avanço da governadora Raquel Lyra.

“Tem sido um dos estados que está chamando mais atenção porque é uma eleição que parece não resolvida.”

Para a cientista política, além da disputa pelo Governo de Pernambuco, a composição das chapas para o Senado e a participação do estado na eleição presidencial também serão pontos importantes.

O PESO DO NORDESTE

Na avaliação de Priscila, Pernambuco mantém relevância na política brasileira pela tradição e pela influência de suas lideranças.

“Pernambuco é muito referência nacional.”

Ela também destaca a força eleitoral do Nordeste e a importância da região para qualquer análise sobre a eleição presidencial.

“Não tem como discutir eleição nacional sem passar pelo cenário do Nordeste.”

A especialista avalia ainda que temas ligados ao desenvolvimento regional devem ganhar espaço na campanha e prevê que a xenofobia poderá voltar a aparecer no debate eleitoral.

COMUNICAÇÃO E ESTRATÉGIA

Outro ponto central da entrevista foi a profissionalização das campanhas. Para Priscila, marketing, ciência política, jornalismo, pesquisas, dados e estratégia passaram a atuar de maneira cada vez mais integrada.

“Quanto mais profissional for a campanha, mais multidisciplinar ela é.”

Segundo ela, o eleitor está submetido diariamente a uma grande quantidade de informações, o que tornou a disputa pela atenção um dos principais desafios das campanhas.

Nesse processo, a cientista política destaca a contribuição da ciência política para compreender o comportamento eleitoral e o papel do jornalismo na organização das informações recebidas pelo público.

“O profissional do jornalismo cumpre fortemente esse papel.”

FORMA, CONTEÚDO E PERFORMANCE

Priscila também chama atenção para o risco de a construção da imagem ocupar espaço maior que o conteúdo das campanhas.

“A grande questão é que a gente tem um esvaziamento de conteúdo.”

Para ela, os candidatos passaram a disputar também a capacidade de comunicação, a aparência de espontaneidade e a performance diante do eleitor.

“Cada vez mais as campanhas estão se tornando arenas de disputa sobre performance.”

A especialista ressalta ainda que pesquisas qualitativas, media training, preparação para as redes sociais e avaliações internas podem influenciar a forma como um candidato se apresenta ao público.


Na entrevista a Luis Correa, Priscila Lapa também falou sobre o comportamento dos políticos fora dos holofotes, a atuação das equipes de marketing e comunicação e a importância de conquistar a atenção do eleitor em meio ao excesso de informações.

A entrevista completa está disponível nas plataformas do Blog do Jornalista Luiz Correia, o repórter que chega primeiro.


ENTREVISTA: Luis Correa

ENTREVISTADA: Dra. Priscila Lapa — cientista política e jornalista

COLABORAÇÃO: Edival Ferreira e Nelsinho Falcão

Nenhum comentário:

Postar um comentário