Sessão de estreia aconteceu nesta quarta-feira (12) e reuniu cerca de 300 alunos
Nesta quarta-feira (12), o Cineclube Pedra Negra promoveu a exibição do longa-metragem “Vidas, Escolas e Comunidades”, produzido por estudantes da Rede Pública Estadual de Pernambuco, sob a coordenação da professora Kelly Costa Lima. A sessão de estreia foi realizada no Cinema São Luiz, no Recife, e contou com a participação de cerca de 300 estudantes.
O filme apresenta iniciativas ambientais, educativas e culturais desenvolvidas por estudantes e comunidades dos municípios de Itapissuma, Ilha de Itamaracá, Igarassu e Paulista, destacando experiências que fortalecem a relação entre escola, território e comunidade.
O longa conta ainda com a participação da artista Lia de Itamaracá, de artistas representantes de cada um dos municípios retratados e de convidados ligados à educação e à gestão pública, como a pró-reitora de Graduação da Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE), a pró-reitora de ensino de Graduação da UFRPE, Danielli Dantas, e o ex-ministro da Pesca e Aquicultura, André de Paula.
Realizado ao longo de seis meses, o documentário envolveu 140 estudantes e apresenta experiências desenvolvidas em escolas públicas do Litoral Norte de Pernambuco. A produção acompanha jovens repórteres que mostram que preservar o meio ambiente é também preservar histórias, culturas e futuros. Trata-se de um documentário híbrido sobre o poder da educação que floresce junto à natureza.
Com 1h12min de duração, o filme é resultado de um projeto desenvolvido há 18 anos pela Erem Professora Eurídice Cadaval, que, nesta edição, ampliou a iniciativa para outras unidades de ensino. Participaram da produção estudantes das Erems Gercina Fernandes Rodrigues e Maestro Nelson Ferreira, além da Escola de Referência em Ensino Fundamental e Médio (Erefem) de Nova Cruz e da Escola Estadual de Jaguaribe.
A estudante Milleny Vitória, de 16 anos, da Erem Maestro Nelson Ferreira, em Paulista, falou sobre a experiência de participar da gravação do filme. “Foi a primeira vez que participei de algo assim. Nunca tinha vivido uma experiência como essa e achei muito interessante e inovadora, porque não é comum termos esse tipo de atividade dentro das escolas”, destacou.
Os equipamentos utilizados nas gravações pertencem à própria escola, reforçando a autonomia dos estudantes na produção audiovisual.
Para o estudante Guilherme Francisco, de 16 anos, da Escola Estadual de Jaguaribe, em Itamaracá, a experiência também foi marcada por descobertas e aprendizados. “Durante as gravações, aprendi muito sobre os pescadores, que eu não conhecia. Pude conhecer mais sobre a rotina da pesca e entender como eles vivem em alto-mar. Depois de tanto aprendizado, ver o filme sendo exibido no Cinema São Luiz foi uma emoção indescritível e que vou levar para sempre”, ponderou.
“Ao longo desses 18 anos, temos colhido muitos frutos. Alguns ex-alunos que tiveram contato com a tecnologia por meio do projeto hoje atuam na área da comunicação, o que demonstra o impacto social dessa iniciativa. Usar o cinema como instrumento de cidadania e de resistência diante dos diversos obstáculos enfrentados pelos jovens é também uma forma de aproximá-los de seu território, de sua comunidade e de suas próprias histórias”, destacou a professora Kelly Costa.
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