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sexta-feira, 14 de agosto de 2026

Startups de Caruaru são oficialmente embarcadas no Porto Digital



Durante a manhã do segundo dia do Rolê REC'n'Play 2026, na Trilha de Negócios, as startups locais conheceram o NERD, plataforma de negócios do Porto Digital que conecta empresas ao ecossistema de inovação. Na ocasião, foi oficializado que as empresas da cidade que façam parte do Porto Digital Caruaru - Armazém da Criatividade passam a ser embarcadas no maior distrito de inovação da América Latina.

“Agora temos oficializada uma estrutura de relacionamento com as embarcadas. Vamos dar início a todo o processo de embarque dessas empresas que fazem parte do ecossistema”, confirma o superintendente de Negócios do NERD, Fellipe Sabat. Com o selo de embarcada do Porto Digital, o objetivo é dar relevância, autoridade e presença de mercado para as empresas que, em sua maioria, possuem atuação B2B - modelo em que o cliente final é outra empresa.

Com sede no Recife, o NERD funciona como um guarda-chuva para os hubs do Porto Digital (Recife, Caruaru, Goiana, Aveiro e Petrolina). “Vamos centralizar tudo na plataforma de negócios e criar trilhas para ajudar as empresas a crescerem. Nosso foco é estruturar cada embarcada para enfrentar os desafios de vendas e marketing, ampliando o ambiente de negócios”, afirma Sabat.

Como reorganizar as funções na empresa com a presença da IA

As empresas estão diante de um novo desafio: como reorganizar o organograma com a presença da inteligência artificial? No segundo dia do Rolê REC'n'Play 2026, o tema foi debatido na roda de conversa “O novo organograma com IA”, mediada por Fellipe Sabat, superintendente de negócios e produtos do Porto Digital. O painel contou com a participação de Rafael Soares, CEO da Colmeia e presidente da Tapioca Valley; Pâmela Rita, gerente de inovação da Lumus Academy; e Ana Tomazelli, especialista em carreiras e bem-estar corporativo.

A reorganização das funções e a automação de rotinas refletem a transformação radical provocada pela IA na estrutura hierárquica e operacional das organizações. Ou seja, a tecnologia deixa de ser apenas uma ferramenta de suporte técnico e passa a atuar como um “colaborador digital”.

“A IA nos mostra que devemos investir nosso tempo em atividades estratégicas, que exijam pensamento crítico e inovação, ao invés de tarefas repetitivas. A meta não é a demissão em massa para cortar custos, mas sim a liberação do tempo dos colaboradores para que possam inovar, destravar processos e criar soluções de impacto”, comenta Ana Tomazelli.

Ainda segundo a especialista, o foco não deve ser apenas ensinar a usar ferramentas tecnológicas, mas desenvolver a visão de negócios e a criatividade. “Plataformas de IA já entregam relatórios completos com métricas de vendas e marketing. Se os dados já estão acessíveis ao gestor, o papel do profissional muda: o diferencial competitivo da era digital não está no domínio da tecnologia por si só, mas na capacidade humana de transformar automação em inteligência estratégica”, conclui.

Oficina do Rolê REC’n’Play 2026 aborda democratização e desafios dos investimentos
 
Investir está cada vez mais acessível, mas ainda é uma prática pouco presente na vida financeira dos brasileiros. Esse foi um dos pontos discutidos na oficina “Mercado Financeiro e Inovação: construindo uma carteira de investimentos”, realizada na manhã desta sexta-feira (14), no Laboratório de Economia Criativa 2, durante o segundo dia do Rolê REC’n’Play 2026.

Conduzida pelas economistas Tays Marina Silva e Mayadny Andyele Menezes, a atividade começou com uma pergunta aos participantes sobre seus hábitos financeiros. A conversa mostrou como o acesso ao mercado mudou nos últimos anos: se antes era necessário recorrer principalmente ao gerente do banco para obter informações, hoje é possível pesquisar e realizar operações pelo próprio celular.

Apesar dessa democratização, a participação dos brasileiros no mercado de ações ainda é baixa. Durante a oficina, foi apresentado o dado de que apenas cerca de 3% da população brasileira investe na bolsa, enquanto nos Estados Unidos esse percentual chega a aproximadamente 60%. Entre os fatores que ajudam a explicar essa diferença estão a dificuldade de reservar parte da renda para investir e a percepção de que a poupança ainda é a opção mais segura.

As especialistas também chamaram atenção para a relação dos brasileiros com a aposentadoria. Cerca de seis em cada dez brasileiros ainda contam com o INSS como principal estratégia para essa fase da vida. As economistas reforçaram que investir exige planejamento, tempo e dedicação. A promessa de dinheiro rápido pode ser atrativa, mas não substitui uma estratégia financeira construída de forma consistente. 

A oficina também destacou que não existe uma carteira de investimentos ideal para todas as pessoas. O mais importante é encontrar alternativas adequadas aos objetivos, ao perfil e à realidade financeira de cada investidor.

Empreendedorismo jovem ganha força no Agreste e é destaque no Rolê REC’n’Play
 
O protagonismo de jovens empreendedores e o crescimento do ecossistema de inovação no interior de Pernambuco foram tema da mesa-redonda “Empreendedorismo jovem movendo o futuro do Agreste”, realizada na manhã desta sexta-feira (14), na Arena de Conteúdo, durante o segundo dia do Rolê REC’n’Play 2026.

A conversa reuniu Artur Barros, do Jardim Digital; Felipe Patriota, CEO e fundador da Animus; João Paulo Thompson, fundador da Quark e líder da Comunidade Manguezal; Marcelo Magalhães, gerente de Inovação da Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação de Pernambuco (SECTI-PE); e Hellen Gouveia, diretora executiva da Federação das Empresas Juniores de Pernambuco.

Durante a mesa, Artur Barros compartilhou a experiência do Jardim Digital, movimento realizado em Belo Jardim há mais de quatro anos com o objetivo de estimular o empreendedorismo e a inovação no Agreste. O evento reúne palestras, oficinas, hackathons e outras atividades voltadas a empreendedores, pequenos empresários e estudantes de diferentes níveis de ensino.

Durante a conversa, Artur destacou que o crescimento do empreendedorismo na região mostra que estar fora dos grandes centros não precisa ser uma barreira para quem deseja empreender. “Embora o território tenha influência, determinação, persistência e a construção de conexões são fundamentais para transformar ideias em oportunidades”, afirmou.

A mesa também trouxe experiências de diferentes iniciativas ligadas à inovação e ao empreendedorismo jovem, mostrando como novos negócios e comunidades podem contribuir para fortalecer o ecossistema do Agreste, e reforçou a importância de criar ambientes que aproximem pessoas, empresas, instituições e projetos de inovação.

Workshop do Rolê REC’n’Play aproxima público das aplicações práticas da IA
 
A inteligência artificial já faz parte de diferentes atividades do cotidiano, mas ainda existe um grande abismo entre as ferramentas disponíveis e o conhecimento sobre como utilizá-las. Esse foi o ponto de partida do workshop “Inteligência Artificial para Pessoas e Empresas: da Produtividade à Transformação dos Negócios”, realizado nesta sexta-feira (14), na Sala Inovação, durante o Rolê REC’n’Play 2026.

Conduzida por Eduardo Barbosa, do Grupo Asa Branca, e Murilo Souto Maior, da IdeIA, a atividade apresentou de forma prática como recursos de inteligência artificial podem ser utilizados por estudantes, profissionais, empreendedores e empresas para otimizar tarefas e ampliar habilidades.

Durante o workshop, os participantes conheceram diferentes aplicações da tecnologia no dia a dia. A atividade também mostrou que inteligência artificial não se resume ao ChatGPT. Ferramentas como Gemini, Claude e NotebookLM possuem diferentes funcionalidades e podem ser escolhidas de acordo com a necessidade de cada usuário. 

Mais do que substituir atividades humanas, a IA foi apresentada como uma ferramenta capaz de potencializar habilidades e reduzir o tempo gasto em tarefas. Os especialistas, no entanto, reforçaram que o uso da tecnologia exige supervisão. O filtro de quem utiliza a ferramenta continua sendo essencial para avaliar informações, conferir resultados e tomar decisões.

Oficina do Rolê REC’n’Play 2026 mostra como automatizar a verificação de projetos de engenharia
 
A qualidade das informações presentes em projetos de engenharia e arquitetura foi o foco da oficina “Do PEB à auditoria: QA/QC de modelos openBIM na prática”, realizada durante o segundo dia do Rolê REC’n’Play 2026, nesta sexta-feira (14). A atividade apresentou como processos de verificação e validação podem ajudar a garantir que modelos BIM - sigla em inglês para Building Information Modeling, que é uma metodologia que reúne, em modelos digitais, informações sobre diferentes elementos de uma construção - atendam aos requisitos necessários antes de serem utilizados ou entregues.

Conduzida por Leonardo Barbosa, engenheiro civil e BIM Manager/Specialist da LBIM Consultoria, a oficina abordou o conceito de openBIM, baseado no uso de padrões abertos para troca e organização de informações em projetos. O encontro também apresentou um panorama da adoção do BIM no Brasil e de como diferentes órgãos e estados vêm estabelecendo parâmetros para o recebimento e a avaliação desses modelos.

Um dos destaques da oficina foi a demonstração de diferentes formas de verificar e validar as informações presentes nos modelos. Os participantes puderam conhecer desde a conferência manual dos dados até processos automatizados, realizados por meio de código e softwares específicos.

Leonardo também apresentou uma ferramenta autoral desenvolvida para automatizar a verificação das informações dos modelos. A tecnologia permite analisar os dados sem depender exclusivamente da conferência manual, tornando o processo mais ágil e padronizado.

Inovação além da capital: Rolê REC’n’Play debate oportunidades para o interior
 
A descentralização das políticas de Ciência, Tecnologia e Inovação (CT&I) foi o tema central da mesa-redonda “Interiorização da Inovação: conectando o litoral ao sertão”, realizada nesta sexta-feira (14), na Arena de Conteúdo, durante o segundo dia do Rolê REC’n’Play 2026. O encontro reuniu representantes do poder público e de instituições de ensino para discutir caminhos para ampliar o acesso à inovação em diferentes regiões de Pernambuco.

Participaram da conversa Mariana Ramos, gestora de Programas de Políticas de CT&I e Competitividade na Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação de Pernambuco (SECTI-PE), Marcelo Magalhães, gerente de Inovação da SECTI-PE, Marcelo Anderson, do IFSertão, e Daniel Costa, da Universidade Federal do Vale do São Francisco (Univasf).

A discussão destacou que fortalecer a inovação no estado exige olhar para além da Região Metropolitana do Recife, reconhecendo as características e potencialidades de cada território. Entre os caminhos discutidos estiveram o fortalecimento dos ecossistemas locais de inovação, a ampliação das parcerias regionais, o estímulo ao empreendedorismo e a aproximação entre instituições de ensino, setor produtivo, poder público e ambientes de inovação.

A mesa também reforçou a importância da transferência de conhecimento como instrumento para transformar pesquisa e formação acadêmica em soluções capazes de responder às necessidades de cada região.

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