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quinta-feira, 1 de outubro de 2026
Em Paulista, César Ramos participa de caminhada da vitória ao lado do candidato Souza Vigilante
Governo de Pernambuco inicia obras de contenção de encosta no bairro de Coqueiral, no Recife
Investimento estadual de R$ 16,7 milhões contempla serviços de engenharia e urbanização em área habitada por cerca de 1.500 pessoas
O Governo de Pernambuco, por meio da Secretaria de Desenvolvimento Urbano e Habitação (Seduh) e da Companhia de Habitação e Obras de Pernambuco (Cehab), iniciou, nesta quinta-feira (1), as obras de contenção definitiva da encosta na Rua Alto da Bela Vista, no bairro do Coqueiral, no Recife. Com investimento estadual de R$ 16,7 milhões, as intervenções serão executadas pelo consórcio formado pelas empresas SBM e Enzfluor, vencedor da licitação, e têm como objetivo ampliar a segurança das 259 famílias que residem na localidade, totalizando cerca de 1.500 pessoas.
No total, o projeto contempla uma área de 5,7 mil metros quadrados, ao longo de aproximadamente 453 metros de extensão, dividida em dez frentes de atuação. A previsão é de que a obra seja concluída em oito meses. “O projeto foi dimensionado para enfrentar condições severas de instabilidade. Serão aplicados sistemas compostos por 30 mil metros de tela argamassada e solo grampeado com concreto projetado, técnicas consagradas na contenção de encostas, que permitem a estabilização estrutural, o controle rigoroso dos processos erosivos e a redução dos riscos associados a movimentos de massa”, afirmou o secretário de Desenvolvimento Urbano e Habitação, Rodrigo Ribeiro.
O projeto executivo prevê soluções de engenharia geotécnica para estabilizar o maciço rochoso e o solo, como explica o diretor-presidente da Cehab, Paulo Lira. “A utilização de solo grampeado com concreto projetado e a implantação do sistema de drenagem visam conter a movimentação de massa e neutralizar os processos erosivos identificados na encosta”, pontuou o gestor.
A área atendida integra um dos setores classificados como de risco “muito alto”, conforme diagnóstico da Defesa Civil de Pernambuco. O local apresenta inclinação acentuada, processos erosivos ativos, ausência de drenagem adequada e ocupação consolidada tanto no alto quanto no pé da encosta, fatores que aumentam a vulnerabilidade a deslizamentos durante o período chuvoso.
A intervenção inclui também a execução de 7,4 mil metros quadrados de pavimentação nas vias de acesso e no entorno da encosta. O plano de trabalho engloba ainda a revitalização e a construção de escadarias, a implantação de guarda-corpos e corrimãos ao longo dos percursos de circulação, além da instalação de canaletas e descidas d’água para direcionar o escoamento das águas da chuva.
Luana Tavares projeta força da mulher negra e ancestral em álbum de estreia
Disco da integrante da Mostra Reverbo chega às plataformas em 1º de outubro com direção de Juliano Holanda
Moagem sintetiza em uma única palavra a condensação do mosaico cultural, afetivo, social e histórico processado artisticamente pela pernambucana Luana Tavares no primeiro álbum de estúdio da carreira. A cantora da cidade de Goiana, na Zona da Mata Norte, mói feridas raciais e ancestralidades para fazer do canto uma reação melódica pela valorização da identidade e contra o preconceito. Mói opressões de uma região subjugada pela monocultura colonial para exaltar a resiliência de povos marcados pela bravura e pelo vigor criativo. E extrai dessas sinuosidades atemporais com reflexos na pele e na alma uma reconstrução chamada “Luana Tavares”, nome de batismo do disco lançado neste 1º de outubro em todas as plataformas digitais.
Duas apresentações já estão confirmadas: no dia 11, às 18h, no Parque da Jaqueira, e 24, às 16h, no Parque Santana. Integrante da Mostra Reverbo, reúne Luana reúne nove músicas autorais (seis delas inéditas) e conta com participações de artistas prestigiados na cena musical pernambucana tanto pelo ímpeto criativo como pela expressividade artística e a verve representativa. As parcerias enredam a cantora e compositora Isaar (voz), a cantora e atriz Gabi da Pele Preta (voz), o cantor e compositor Jonatas Onofre (piano), o músico Hélio Abulidu (voz) e o compositor e cantor Juliano Holanda (voz, baixo e violão) - também produtor e diretor musical do disco, cuja produção artística é assinada por Mery Lemos. A percussão fica a cargo de Gilú Amaral, o trombone, de Nilsinho Amarante e as vozes do coro ainda incluem Mery, Mayara Pêra e Vinícius Barros.
“É um disco em que trago um pouco mais de pulsação, de força. Conto sobre como essa bagagem de ser da Zona da Mata me atravessa e faz ver o mundo. As inquietações permanecem: de ser negra, de fazer minha poesia, do protagonismo negro. A proposta é enxergar outra Luana, construir outra mulher que eu ainda construo sempre a cada dia, com outra tônica, por esse momento da minha vida. Tenho a lua muito presente na minha vida e tenho faces que gostaria de descobrir. Esse disco vem dessa mistura, dessa vontade de dizer outras coisas, juntar pessoas. Eu não estou só, nunca estive - sempre tive presente a minha ancestralidade”, a cantora explica.
O álbum reúne nove músicas autorais (seis inéditas) e conta com participações de artistas prestigiados. Com desenhos melódicos muito marcados pela percussão, dialoga com signos musicais da presença africana, da música de terreiro e da sonoridade da Zona da Mata norte pernambucana, berço de Luana e Juliano. Na contramão de álbuns que compilam singles independentes, “Luana Tavares” mantém um fio condutor. “É um disco que conta uma história. Eu acho que era importante Luana se firmar como compositora, pois ela tem um trabalho muito complexo de criação”, defende Juliano.
A miscelânea construtiva torna Luana Tavares - disco e pessoa - a foz de uma pluralidade percebida nas faixas pela variedade de temas, embocaduras, cadências rítmicas, letras e reflexões. A cantora transita entre encorajamentos subjetivos de autoaceitação feminina a partir da força ancestral, elaborações sentimentais com alusões a referências urbanas, cativações maternas adornadas com aspectos da origem afro, exaltação ao poder da territorialidade sob inspirações regionais e desventuras amorosas atravessadas pelo desejo dimensionado por elementos da natureza. Estão presentes a espiritualidade e a cultura afrobrasileira, as raízes da Zona da Mata, a luta antirracista, a feminilidade, os afetos e dilemas humanos - Luana canta o coração e o mundo a partir das próprias dores e delícias.
“Luana Tavares” tem incentivo do Funcultura (Fundo Pernambucano de Incentivo à Cultura), por meio da Fundarpe e da Secretaria de Cultura do Governo de Pernambuco. Sucede “Boca da Mata” (registro ao vivo de estreia, em 2022, ancorado na ancestralidade e nas referências da Zona da Mata) e “Outro Astral” (EP e álbum visual, de 2025, marcado por uma sonoridade mais diversificada e em expansão). A cantora pinçou para o novo disco, entre os singles já lançados, as músicas “Boca da Mata” e “Tomara” (composições próprias) e “Minha Missão” (coautoria com Gabi da Pele Preta). As inéditas são “Sabença”, “Espelho” e “Onde está meu coração”, de autoria própria, e “O amor vai nos dizer” (com Jonatas Onofre e Revoredo), “Lama” (com Juliano Holanda) e “Flerte” (com Helio Abulidu).
O conjunto colore sonoramente a exuberância artística das canções e dá múltiplos tons a uma mensagem de superação contra marginalizações de gênero, cor e origem embutida no disco. “Isso se reflete na minha criação de uma maneira que eu não deixo que nada me atropele. Tudo é desaguado nas composições. Consigo esbravejar contra tudo que me atravessa. Fazer esse disco faz parte disso, deixar um suspiro pra quem tá fazendo. A gente não pode morrer enquanto está tentando viver”, diz. Luana (e a mata) é para ouvir.
FAIXA A FAIXA
Sabença - É quase uma conversa, súplica, que vai buscar nas palavras a sabedoria, com musicalidade marcada pela percussão e os instrumentos de sopro, muito presentes na Zona da Mata pernambucana. As palavras se tornam o ritual, a sabedoria sendo a regente, essa mãe que dá essas respostas.
Flerte - Parceria com Hélio Abulidu, é uma canção mais sensual, que traz desejos e troca de vontade, em meio à sensualidade da cumbia e música latina. É um retrato da mulher que avança. Traz mulher com outra pele, feminino exalando, energia de conquista, jogo do flerte.
Minha Missão - Deto com Gabi da Pele Preta, mantém a sonoridade latina. É uma canção de autoaceitação, sem muitas cobranças. “Investir na gente é o caminho menos árduo de existir enquanto mulher negra”, crava Luana.
Espelho - É mulher diante de si, já se enxerga, quer reafirmar e aterrar a descoberta de si. Uma das mais representativas do álbum, esse ijexá é uma espécie de oração sobre força e valorização de si e inclui uma potente mensagem recitada pela mãe biológica de Luana.
Onde Está Seu Coração - É canção que convida a refletir sobre ilusão, verdade, morte, o que é eterno. Traz o coração como bússola norteadora da existência e versa sobre estar presente em si para que nada seja em vão.
Boca da Mata - Coloca o demarcador desse local de onde Luana é, com uma força imagética grande dos elementos que a norteiam. A natureza é muito presente. E é essa boca que conta, que canta, que denuncia. Instrumentalmente, é a mais robusta, com participações de todos os convidados.
Tomara - Com participação de Isaar, é um samba de roda sobre desejo, sobre a gente ser o outro e o outro ser a gente, e sobre precisar desejar coisas boas para quem está no caminho. É a música mais solar.
Lama - Parceria com Juliano Holanda, carrega um tom de desabafo e questionamento sobre sair da Zona da Mata e ir para um lugar de asfalto e de concreto, mas sem perder as referências. “Você acaba sendo espremido, questionado, colocado no canto, nas margens. Você não é visto totalmente, por completo. Uso a lama no sentido figurado, coisa que as pessoas não querem tocar, se misturar. Por ter vindo de outro lugar, estar aqui e me sentir acuada, afastada, meio às margens. E a lama tem a força de fazer brotar coisas boas e bonitas. Você aprende a conviver sem deturpar sua imagem”, reflete.
O Amor Vai Nos Dizer - Parceria com Jonatas Onofre e Alexandre Revoredo, sintetiza tudo de uma maneira suave e bonita com versos sobre transformação, mudança e não se perder do caminho. O amor surje como a linha que entrelaça tudo isso e que faz brotar novas chances de de viver.
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Pernambuco Centro de Convenções reúne música, teatro, cultura, educação e grandes eventos em outubro
Agenda do mês inclui espetáculos, shows, feiras, congressos, atividades educacionais e eventos corporativos no complexo, em Olinda
O mês de outubro será marcado por uma programação diversificada no Pernambuco Centro de Convenções, em Olinda. Ao longo do período, o complexo receberá espetáculos musicais e teatrais, eventos culturais, feiras, congressos, encontros educacionais e atividades voltadas a diferentes públicos.
Entre os destaques da agenda estão a temporada de “Tarsila, a Brasileira”, no Teatro Guararapes Chico Science; o espetáculo “O Mágico de Oz”, no Teatro Beberibe; além de apresentações de Atom Pink Floyd, Tom Cavalcanti, Tim Bernardes e Beto Guedes. A programação também inclui o Tributo ao Rei do Pop, realizado em duas datas no Teatro Guararapes Chico Science.
Para Raquel Gaudêncio, gerente comercial do CECON, a diversidade de eventos reforça o papel do equipamento como um dos principais espaços para realização de atividades culturais, corporativas e de entretenimento em Pernambuco.
“Outubro representa muito bem a diversidade de possibilidades que o Pernambuco Centro de Convenções oferece. Ter, em um mesmo mês, grandes espetáculos, shows, eventos corporativos, feiras e atividades educacionais mostra a capacidade do complexo de receber diferentes públicos e formatos, contribuindo para movimentar a economia e fortalecer o calendário de eventos de Pernambuco”, diz.
A programação começa já no dia 1º de outubro, com a realização de “Tarsila, a Brasileira”, que ocupa o Teatro Guararapes Chico Science durante os primeiros dias do mês. O espaço também recebe, no dia 9, o show Atom Pink Floyd, e, no dia seguinte, a apresentação de Tom Cavalcanti.
No Pavilhão, um dos destaques é o Torneio de Cartas, nos dias 3 e 4 de outubro. Já a área externa do complexo recebe o Big Feirão – 1ª edição, entre os dias 9 e 11.
A programação segue com diferentes atrações ao longo do mês. No dia 16, o Teatro Guararapes Chico Science recebe o Tributo ao Rei do Pop. No dia seguinte, é a vez de Tim Bernardes. O tributo retorna ao palco no dia 18.
Entre os eventos de negócios e conhecimento, destaque para o HospitalMed 2026, que ocupa o Pavilhão entre os dias 21 e 23 de outubro. O calendário inclui ainda o Evento do Colégio Cognitivo 2026, o Workshow Vólia, a Audição Infomuc, a Arte e Cultura Pleno, o Aulão GGE 2026 e a Feira de Ciências do Centro Escolar Irmãos Souza.
A agenda musical também terá espaço com a apresentação de Beto Guedes, no dia 23 de outubro, no Teatro Guararapes Chico Science. Na área externa, o Churrasquinho Menos é Mais está programado para o dia 24.
Para encerrar o mês, o Teatro Beberibe recebe o SD Ballet Pernambuco, no dia 31, enquanto o Setor A – Hall dos Auditórios 1, 2 e 3 será ocupado pela Feira de Ciências do Centro Escolar Irmãos Souza.
A programação está sujeita a alterações por parte dos organizadores dos eventos.
Programação de outubro
01 a 04/10 – Tarsila, a Brasileira
Teatro Guararapes Chico Science
03 e 04/10 – Torneio de Cartas
Pavilhão
09/10 – O Mágico de Oz
Teatro Beberibe
09/10 – Atom Pink Floyd
Teatro Guararapes Chico Science
09 a 11/10 – Big Feirão – 1ª edição
Área externa
10/10 – Tom Cavalcanti
Teatro Guararapes Chico Science
11/10 – Workshow Vólia
Auditórios 1, 2 e 3
16/10 – Tributo ao Rei do Pop
Teatro Guararapes Chico Science
17/10 – Tim Bernardes
Teatro Guararapes Chico Science
18/10 – Tributo ao Rei do Pop
Teatro Guararapes Chico Science
21 a 23/10 – HospitalMed 2026
Pavilhão
22/10 – Evento do Colégio Cognitivo 2026
Teatro Guararapes Chico Science
23/10 – Beto Guedes
Teatro Guararapes Chico Science
24/10 – Audição Infomuc
Teatro Beberibe
24/10 – Arte e Cultura Pleno
Teatro Guararapes Chico Science
24/10 – Churrasquinho Menos é Mais
Área externa
25/10 – Encerramento do Centro Comunitário Redenção
Teatro Guararapes Chico Science
29/10 – Aulão GGE 2026
Teatro Guararapes Chico Science
31/10 – SD Ballet Pernambuco
Teatro Beberibe
31/10 – Centro Escolar Irmãos Souza – Feira de Ciências
Setor A – Hall dos Auditórios 1, 2 e 3
Serviço
Pernambuco Centro de Convenções
Endereço: Av. Prof. Andrade Bezerra, s/n, Salgadinho, Olinda – PE.
Programação: outubro de 2026.
Ingressos e informações: valores, horários de abertura dos portões, classificação indicativa e formas de acesso devem ser consultados diretamente com os organizadores de cada evento, conforme a atração.
Observação: horários e programação podem sofrer alterações. Para informações atualizadas sobre cada atração, o público deve consultar os canais oficiais do respectivo evento.
Avenida Professor Andrade Bezerra, s/n – Salgadinho
Olinda – Pernambuco – Brasil
CEP 53110-970
@pernambucocecon