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terça-feira, 27 de fevereiro de 2024
MEC e Inep iniciam pesquisa sobre Enem 2023
Nordeste: a 'mina' da energia solar
Região domina o Top 10 de Geração Centralizada e já representa cerca de 20% da Geração Distribuída proveniente desta fonte de energia renovável
A energia solar fotovoltaica está em franca ascensão em território brasileiro, e o Nordeste tem se destacado, tanto em Geração Centralizada, representada por grandes usinas, quanto em Geração Distribuída, representada por usinas de pequeno e médio porte, instaladas no próprio local de consumo ou perto dele.
No ranking da Geração Centralizada proveniente de radiação solar, elaborado pela Absolar (Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica), seis dos nove estados nordestinos aparecem no Top 10, liderados pela Bahia, que é a vice-líder, com mais de 27 GW (gigawatts) de potência outorgada (em operação, em construção e com a construção ainda não iniciada). Logo depois, aparecem Piauí, em 3º lugar; Ceará, em 4º; Rio Grande do Norte, em 5º; Pernambuco, em 7º; e Paraíba, em 8º.
Já na Geração Distribuída também proveniente da radiação solar, a participação regional é um pouco mais modesta, embora ainda relevante, correspondendo a cerca de 20% da potência instalada em território brasileiro, com mais de 5,3 GW (gigawatts). A Bahia se destaca, novamente, na 7ª posição geral, com aproximadamente 1,1 GW em operação. Em seguida, aparecem Ceará, em 11º lugar; Pernambuco, em 13º; Rio Grande do Norte, em 15º; Maranhão, em 16º; Piauí, em 17º; Paraíba, em 19º; Alagoas, em 22º e Sergipe, em 23º.
Túlio Fonseca, CEO da rede de franquias Energy Brasil, um dos principais players do mercado nacional de energia solar, ressalta que o Nordeste está se fortalecendo a cada ano como uma grande potência das energias renováveis, mas ainda há muitas oportunidades de investimento neste nicho do mercado, especialmente para a Geração Distribuída.
“Uma das vantagens da região é a alta incidência de irradiação solar durante o ano inteiro. Os estados nordestinos estão localizados perto da Linha do Equador e, por isso, têm a maior radiação global média do País. Consequentemente, seus sistemas fotovoltaicos tendem a ter melhor desempenho. Sabemos que as grandes usinas já enxergaram esse potencial e estão se aproveitando dele. Agora, é a hora de os empreendedores e os consumidores em geral se beneficiarem também”, opina Fonseca.
Novas possibilidades
Com a ampliação e o amadurecimento do setor de energia solar em todo o território nacional, têm surgido cada vez mais soluções atrativas para os investidores e os consumidores finais. Alguns exemplos são: o Mercado Livre de Energia, que oferece descontos em faturas classificadas como Grupo A (alta tensão); a assinatura de energia, que oferece descontos em faturas classificadas como Grupo B (baixa tensão); e as usinas de investimento, que oferecem rentabilidade mensal, por meio do arrendamento de estruturas e equipamentos fotovoltaicos.
“Hoje em dia, muitas pessoas conhecem os benefícios da energia solar, como a economia e a sustentabilidade. Porém, muitas vezes, elas não podem ou não querem instalar um sistema fotovoltaico em seus imóveis. Ou querem ir além de suas necessidades de consumo, investindo em um projeto maior para rentabilizar. Quem trabalha nesse segmento, portanto, deve olhar para todos esses públicos e se adaptar aos desejos de cada cliente”, opina Fonseca.
Sobre a energyBrasil
A rede de franquias Energy Brasil é um ecossistema de soluções em eficiência energética e gestão de energia, que atende de forma personalizada a diferentes públicos (B2B, B2C e B2E), em todo o País. Em fevereiro de 2024, a empresa completa 5 anos como uma das principais referências do mercado de energia solar. Estamos em busca de investidores para abrir novas unidades de franquias na região Nordeste. Mais informações pelo site: www.energybrasilsolar.com.br.
segunda-feira, 26 de fevereiro de 2024
Mulheres na Ciência: Superando desafios e construindo caminhos para o futuro
Pernambucanos podem participar de workshop gratuito para ajudar empreendedores a alavancar as vendas online
sexta-feira, 23 de fevereiro de 2024
Representantes das Câmaras de Vereadores do Agreste Setentrional e Zona da Mata participam de capacitação sobre Comunicação e Ouvidoria através da Alepe
Representantes da Câmara Municipal de Vereadores de São Vicente Férrer, no Agreste Setentrional de Pernambuco, participaram das 6ª e 7ª edições do Programa de Fortalecimento das Câmaras Municipais entre os dias 20 e 23 de fevereiro, na cidade de Limoeiro. Iniciativa realizada pela Escola do Legislativo de Pernambuco (Elepe) em parceria com o Programa Interlegis, do Senado Federal.
Além de Limoeiro (abrangendo o Agreste Setentrional), Caruaru também participou contemplando locais da região do Agreste Central. Estavam presentes representantes das Câmaras de Vereadores, prestadores de serviços da área de comunicação, vereadores e assessores das cidades de Limoeiro, Bom Jardim, São Vicente Férrer, Machados, entre outros.
O seminário aconteceu no Fórum de Limoeiro, nas margens da PE-90. O prefeito do município Orlando Jorge (PODEMOS), e o Juiz Alfredo Bandeira acolheu bem a todos que visitavam a região para participar do evento. Esteve presente também José Humberto Cavalcanti, presidente da Escola do Legislativo, ex-deputado estadual, filho de Limoeiro.
Com o intuito de capacitar vereadores, gestores, assessores e demais servidores das casas legislativas e poderes executivos municipais do Estado. Durante os encontros os temas abordados foram: Comunicação Integrada e Criação e/ou Desenvolvimento de Ouvidorias nas Câmaras e Prefeituras Municipais. Os seminários foram ministrados por Tadeu Sposito do Amaral (assistente legislativo do Senado Federal) e Douglas Moreno (ouvidor executivo da Alepe).
Segundo o presidente da Câmara de Vereadores de São Vicente Férrer, Josivan Silva (PP) foi muito proveitoso às discussões do uso das redes sociais por parte dos órgãos públicos, psicologia social, princípios da comunicação e função das ouvidorias. “Iniciativa importante e extremamente válida. Através desse curso valorizamos ainda mais os trabalhos das assessorias de imprensa e como são importantes as ferramentas hoje disponíveis para cada um de nós como a lista de transmissão no Whatsapp”, enfatizou Josivan.
Pernambuco tem o maior ensino médio em tempo integral do Brasil
De acordo com dados do Censo Escolar 2023, Estado lidera na proporção de alunos do ensino médio matriculados em escolas de tempo integral
Pernambuco lidera o ranking nacional de alunos matriculados no ensino médio em tempo integral, de acordo com os dados do Censo Escolar 2023, divulgados nesta quinta-feira (22) pelo Ministério da Educação (MEC) e pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep). Isso significa que a rede pública do Estado tem a maior proporção de estudantes de ensino médio matriculados em instituições de tempo integral: 66,8%. O percentual está bem acima da média nacional, que figura em 21,9%.
O dado aponta um crescimento em relação ao ano anterior. Em 2022, Pernambuco também liderou o ranking, com 62,5%. “Esse é um marco histórico pra gente. Logo que chegamos na gestão, nós implementamos 61 escolas em tempo integral. Neste ano de 2024, já são mais 14. Estamos implementando políticas para que o ensino fundamental em tempo integral também cresça. Com a perspectiva de mais escolas integrais ao longo dos próximos anos, vamos aumentar ainda mais esses percentuais”, projeta a secretária de Educação e Esportes de Pernambuco, Ivaneide Dantas.
O estado conta com 567 escolas que ofertam o ensino médio em tempo integral, entre as Escolas de Referência em Ensino Médio (EREMs), Escolas de Referência em Ensino Fundamental e Ensino Médio (EREFEMs) e Escolas Técnicas Estaduais (ETEs). São quase 220 mil estudantes dessa etapa matriculados na rede pública de ensino integral mais consolidada do país, que não para de crescer. Em 2024, foram ofertadas 36 mil novas vagas nas unidades de ensino que adotam a jornada integral, o que corresponde a um aumento de 78% em relação à oferta para o ano letivo de 2023, que foi de 20 mil vagas.
Atualmente, a educação integral é oferecida em todos os municípios do Estado, apontando uma verdadeira universalização da modalidade para o ensino médio. Mais de 60% das escolas da Rede Estadual são de tempo integral, superando a meta do Plano Nacional de Educação para 2024. “Nosso diferencial é trabalhar não apenas com o aumento da carga horária, mas também com a integralidade do ser humano, explorando todas as suas dimensões. Isso se dá a partir das nossas alavancas de sucesso, que englobam aspectos como o projeto de vida, as eletivas e as atividades de monitoria”, explica Ana Cristina Dias, secretária executiva de Ensino Médio e Profissional.
Para Ivaneide Dantas, a política de ensino integral repercute positivamente no dia a dia dos estudantes. “Nas escolas em tempo integral, eles têm contato com temáticas sociais, culturais, artísticas e de lazer. Esse tempo maior do fazer pedagógico realmente favorece o sucesso dos estudantes. Além disso, o aluno que fica o dia na escola está protegido, tem a alimentação garantida e está num espaço profícuo de crescimento pessoal”, considera a secretária
EDUCAÇÃO ESCOLAR INDÍGENA
Neste ano letivo de 2024, o Governo do Estado implantou a primeira escola indígena integral do Brasil. Localizada no Sertão, no município de Cabrobó, a Escola de Referência em Ensino Fundamental e Ensino Médio Indígena Capitão Dena oferece educação integral aos seus estudantes do povo Truká.
Fotos: SEE/PE
Prazo de adesão ao Pé-de-Meia termina domingo (25)
Todos os estados aprovaram o Termo de Compromisso do Pé-de-Meia. MEC aguarda até 180 adesões para conseguir levar o benefício a todos os estudantes elegíveis ao Programa
O prazo para os sistemas de ensino e as instituições federais ofertantes de ensino médio regular aderirão ao Programa Pé-de-Meia termina neste domingo, 25 de fevereiro. A assinatura do Termo de Compromisso e a indicação dos responsáveis pelo envio mensal dos dados dos alunos para o Ministério da Educação (MEC) devem ser realizadas pelo Sistema Integrado de Monitoramento, Execução e Controle (Simec) . Somente os perfis dos secretários estaduais e municipais de Educação e dos reitores das instituições federais que oferecem ensino médio regular podem acessar o módulo no Simec e fazer a adesão.
Com a assinatura do Termo, as redes ofertantes de ensino médio se comprometem a fornecer e compartilhar, com o MEC, as informações dos estudantes matriculados nessa etapa de ensino e, quando for o caso, de seus representantes legais. A cooperação entre os sistemas de ensino possibilitará o acesso dos seus alunos matriculados ao incentivo financeiro-educacional, nos termos da Lei n. 14.818/2024, que instituiu o Pé-de-Meia.
Balanço – De acordo com o levantamento realizado pelo MEC nesta sexta-feira, 23 de fevereiro, o Pé-de-Meia já recebeu 152 assinaturas do termo de compromisso. Ao todo, o Ministério aguarda até 180 adesões para conseguir levar o benefício a todos os estudantes brasileiros que se enquadram no perfil.
Segundo o levantamento, todas as redes estaduais e 67 secretarias de educação municipais ofertantes de ensino médio aderiram ao programa e indicaram os responsáveis pelo envio mensal das informações dos alunos ao MEC.
Entre as redes federais ofertantes de ensino médio regular, comprometeram-se a colaborar para a execução do Pé-de-Meia: 40 Institutos Federais de Educação, Ciência e Tecnologia (IFs); Colégio Pedro II; 2 Centros Federais de Educação Tecnológica (Cefets); e 14 universidades federais.
Pé-de-Meia – Instituída pela Lei n. 14.818/2024 , o Pé-de-Meia é um programa de incentivo financeiro-educacional, na modalidade de poupança, destinado a promover a permanência e a conclusão escolar de pessoas matriculadas no ensino médio público. Seu objetivo é democratizar o acesso e reduzir a desigualdade social entre os jovens do ensino médio, além de promover mais inclusão social pela educação, estimulando a mobilidade social. Os estados, o Distrito Federal e os municípios vão colaborar e prestar as informações fáceis à execução do incentivo, a fim de possibilitar o acesso a ele para os estudantes matriculados nas respectivas redes de ensino, conforme previsto na Lei n. 14.818/2024.
Fonte: Ministério da Educação
Por que nossos alunos aprendem tão pouco?
Ademar Pereira Batista*
Eu vou responder. É uma boa pergunta para quem não entende como é o processo de aprendizagem humano. Nós, humanos, aprendemos o que nos interessa e, o pior: buscamos a maneira mais fácil. Portanto, não adianta pensar que basta se querer ensinar alguém, pois para ele aprender, é preciso querer.
A aprendizagem é um processo individual e temos dois caminhos: um natural e outro, não natural. O natural é aquele em que se aprende sozinho, na relação com a sociedade. Trata-se do que não é necessário ensinar, como andar, falar, se relacionar, as regras. Aprende-se vivendo e convivendo com as pessoas que nos rodeiam.
O não natural é aquele processo que demanda técnicas, que não se aprende sozinho, em que é necessário ensinar e exige um ambiente de aprendizagem. Dificilmente alguém aprende a ler, a escrever e a fazer contas sozinho.
Então, a escola é um local de respeitar regras, não de aprender as regras, pois é algo que se deve aprender naturalmente, por isso temos muitos conflitos com as regras nas escolas, todo o tempo a sociedade quer quebrar a regra. Temos um bom exemplo no Brasil, em alguns Estados, como Santa Catarina, existe a regra de se respeitar a faixa de pedestre e todos respeitam. Entretanto, é comum ver catarinenses desrespeitando fora de seu estado de origem.
Em nosso país, os alunos aprendem pouco simplesmente porque não temos um ambiente de aprendizagem, pois chegamos na escola sem entender regras básicas, como: respeitar horário, respeitar os outros, cumprir com a obrigação, confundimos liberdade com autorização para fazer o que gostamos. A escola é uma instituição social e para garantir que haja ambiente de aprendizagem precisa ter regras claras e serem seguidas.
Por outro lado, temos uma infinidade de “especialistas” dando palpite nos assuntos da escolas, desde os pais dos alunos, até juízes e promotores. Nos assuntos relacionados à escola, todos têm opiniões, dizendo o que e como ela deve agir no processo de aprendizagem dos alunos, mas poucos ouvem as instituições ou quem as faz funcionar.
O resultado do baixo aprendizado está exatamente na falta de ambiente de aprendizagem, podemos afirmar que “ensinagem” temos bastante no Brasil, mas para aprender é preciso ter “educação” aquela que deveria vir de casa, que são os tais “valores”. A mudança só poderá ocorrer a partir do momento em que existir um maior respeito pelo papel verdadeiro da escola: ser um ambiente de aprendizagem, seja no processo natural da convivência da comunidade escolar, seja no processo não natural das capacidades e habilidades que as instituições oferecem.
Ademar Pereira Batista, Diretor da Federação Nacional de Escolas Particulares (FENEP)






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