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sexta-feira, 13 de março de 2026

Pix por aproximação completa um ano com baixa adesão; especialista aponta motivos e prevê crescimento


Mesmo após um ano do lançamento do Pix por aproximação no Brasil, a nova funcionalidade ainda apresenta adesão relativamente baixa quando comparada ao Pix tradicional. Segundo o especialista Anderson Bispo, engenheiro de dados e docente do UniFavip Wyden, alguns fatores ajudam a explicar esse cenário inicial.

“Mesmo após um ano do lançamento do Pix por aproximação, que foi criado visando ampliação da conveniência dos pagamentos instantâneos no Brasil, completa cerca de um ano com adesão ainda relativamente baixa quando comparado ao Pix tradicional. E no que diz respeito aos principais fatores estão o desconhecimento da funcionalidade por parte de muitos usuários, a limitada oferta inicial de dispositivos e maquininhas compatíveis, além da forte concorrência com cartões que já utilizam a tecnologia de aproximação há mais tempo. Outro fator crucial e que também pesa é o fato de que o Pix convencional, através do QR Code ou chave, já atende bem à maioria das situações de pagamento, o que reduz o incentivo imediato para migrar para a nova modalidade", explica.

Segundo Bispo, para os próximos meses, no entanto, a expectativa é de que a tecnologia passe por um processo de crescimento gradual, impulsionado principalmente pela ampliação da infraestrutura e pela familiarização do público com esse tipo de pagamento.

“A tendência é de crescimento gradual, impulsionado por campanhas de divulgação, maior integração com carteiras digitais e ampliação da infraestrutura nos estabelecimentos comerciais. À medida que bancos, fintechs e fabricantes de terminais de pagamento atualizam seus sistemas, o uso tende a se tornar mais simples e natural para o consumidor. Além disso, o aumento da familiaridade com pagamentos por aproximação no cartão pode facilitar a aceitação da versão baseada no Pix", afirma.

O especialista conclui ressaltando que no longo prazo, a expectativa é que a modalidade ganhe espaço principalmente em pagamentos rápidos e de pequeno valor, especialmente em locais de grande circulação de pessoas, como transporte público e varejo.

“O que inevitavelmente ocorrerá dentro do horizonte de alguns anos, o Pix por aproximação pode ganhar relevância principalmente em pagamentos de pequeno valor e em ambientes de alta rotatividade, como transporte público, eventos e varejo (supermercados e mercadinhos). Caso consiga oferecer uma experiência mais ágil e custos menores para lojistas, a modalidade tem potencial para competir diretamente com os cartões contactless. Assim, mesmo com um início tímido, as perspectivas indicam que a adoção deve crescer de forma consistente à medida que a tecnologia se consolida e os hábitos de pagamento evoluem no país", finaliza.

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