Em entrevista especial à Rádio Cultural FM 96,3 de Limoeiro, Frei Jociel Gomes revisita a trajetória do religioso, fala sobre sua relação com Dom Hélder Câmara, a devoção popular associada a Padre Cícero e a presença do missionário em cidades do Agreste pernambucano.
Frei Damião recebendo a devoção popular
Crédito: Diario de Pernambuco
A história de Frei Damião de Bozzano atravessou gerações e permanece viva na memória religiosa e cultural do Nordeste brasileiro. Conhecido como Apóstolo do Nordeste, o frade capuchinho italiano dedicou 66 anos de sua vida às Santas Missões, percorrendo cidades, povoados e comunidades rurais, onde pregava, celebrava missas, atendia confissões e aconselhava milhares de pessoas.
No dia 5 de novembro de 2026, data em que se completam 128 anos de seu nascimento, a Rádio Cultural FM 96,3 de Limoeiro apresenta uma entrevista especial com Frei Jociel Gomes, frade capuchinho e vice-postulador da causa de beatificação e canonização de Frei Damião.
Repórter Luís Correa com Frei Jociel Gomes
Gravada no Convento de São Félix de Cantalice, na Capela de Nossa Senhora das Graças, no bairro do Pina, no Recife, onde estão sepultados os restos mortais do religioso, a conversa conduzida pelo jornalista Luís Correa percorre diferentes momentos de sua vida: da infância na Itália à chegada ao Brasil, das missões pelo interior nordestino às histórias que alimentaram sua devoção popular, até a situação atual de seu processo no Vaticano.
Da Itália ao Nordeste brasileiro
Frei Damião celebrando missa e abençoando fiéis
Crédito: Jornal do Commercio
Frei Damião nasceu em 5 de novembro de 1898, no vilarejo de Bozzano, pertencente ao município de Massarosa, na região da Toscana, Itália. Foi batizado com o nome de Pio Giannotti. Era filho de Félix e Maria Giannotti, de família católica e origem simples, ligada à atividade rural. Entre seus irmãos havia um sacerdote e uma religiosa.
Ainda jovem, ingressou na Ordem dos Frades Menores Capuchinhos. Em 1915, recebeu o nome religioso de Frei Damião. Sua formação foi interrompida temporariamente pela convocação para o serviço militar durante a Primeira Guerra Mundial, entre 1916 e 1918. O frade permaneceu em Zara, região que atualmente pertence à Croácia.
Segundo Frei Jociel, a experiência da guerra deixou marcas na saúde do religioso. O congelamento dos pés teria provocado problemas de circulação que o acompanharam durante a vida. O assunto também é abordado em pesquisas acadêmicas sobre a trajetória do missionário.
Repórter Luís Correa com Frei Jociel Gomes
Depois do conflito, Frei Damião retomou a formação religiosa. Foi ordenado sacerdote em 5 de agosto de 1923, em Roma, e concluiu seus estudos na Universidade Gregoriana, em 1925, com formação em Teologia, Filosofia e Direito Canônico.
Em 1931, recebeu a missão de vir ao Brasil com outros frades capuchinhos. Desembarcou no Recife em 17 de junho daquele ano e passou a residir inicialmente no Convento de Nossa Senhora da Penha.
Poucos meses depois, entre 26 e 29 de setembro de 1931, realizou na Fazenda Riacho do Mel, em Gravatá, aquela que é considerada sua primeira Santa Missão em terras brasileiras. A partir dali, começaria uma longa caminhada de evangelização pelo Nordeste.
As Santas Missões e a aproximação com o povo
Frei Damião cercado por crianças
Crédito: Biografia publicada pelos Capuchinhos
Frei Damião não tinha como principal atividade a administração de uma paróquia. Seu trabalho era itinerante. Percorria diferentes municípios para realizar as Santas Missões, que podiam durar de sete a quinze dias, conforme as necessidades de cada comunidade.
A programação incluía celebrações eucarísticas, pregações, orações, atendimento às confissões e visitas a doentes e pessoas privadas de liberdade. As caminhadas e o contato direto com a população faziam parte da rotina missionária.
Nas pregações, abordava temas como a vida de Jesus, a salvação, o céu, o inferno, o purgatório, a importância da graça, o pecado, a família e o matrimônio. Também escreveu o livro Em Defesa da Fé, utilizado como instrumento de orientação religiosa.
Segundo Frei Jociel, o missionário acolhia pessoas de diferentes condições sociais, mas tinha uma atenção especial aos mais pobres, aos trabalhadores rurais e àqueles que enfrentavam situações de sofrimento. Nas andanças pelo interior, encontrava comunidades marcadas pela seca, pela fome, pelas dificuldades de moradia, pela falta de transporte e pelo acesso limitado à educação.
Repórter Luís Correa com Frei Jociel Gomes
O entrevistado ressalta que Frei Damião procurava ouvir as pessoas, conhecer suas dificuldades e oferecer orientação espiritual. Sua atuação não era a de um agente de políticas sociais, mas a de um missionário que se aproximava das dores e necessidades humanas por meio da escuta, da confissão e do aconselhamento.
A simplicidade também aparecia em sua rotina. Frei Jociel recorda relatos sobre os hábitos alimentares do religioso, que gostava de tomar guaraná e comer bolo, mas não apreciava gerimum. Histórias como essas ajudam a apresentar uma dimensão cotidiana de alguém que, para muitos devotos, parecia existir apenas no espaço das grandes celebrações e pregações.
Um comunicador que se fazia entender
Mesmo tendo nascido na Itália e conservado o sotaque de sua terra natal, Frei Damião desenvolveu uma maneira própria de se comunicar com o povo. Segundo Frei Jociel, algumas expressões e palavras utilizadas pelo religioso nem sempre eram compreendidas imediatamente, mas ele conseguia transmitir suas mensagens.
Uma das estratégias era recorrer a pequenas histórias e exemplos, aproximando os ensinamentos religiosos da realidade dos ouvintes. A pedagogia lembrava a utilização de parábolas: primeiro apresentava uma orientação e, em seguida, contava uma situação que ajudava as pessoas a compreender o significado daquela mensagem.
O frade também teve presença nos meios de comunicação. De acordo com Frei Jociel, não há registro de que ele procurasse ativamente rádio e televisão como instrumentos próprios de divulgação, mas emissoras, especialmente do interior, buscavam entrevistá-lo. Há registros de sua presença em programas de rádio, revistas e televisão, sobretudo a partir dos anos 1980.
A imagem de Frei Damião também era conhecida pelas transmissões de celebrações religiosas e pelas pregações acompanhadas por ouvintes em diferentes cidades. Para o vice-postulador, sua capacidade de atrair pessoas e transmitir ensinamentos fazia dele um grande comunicador, mesmo sem os recursos tecnológicos disponíveis atualmente.
Frei Damião e Dom Hélder Câmara: diferentes expressões da Igreja
Fonte: Foto do Museu de Frei Damião
Um dos assuntos abordados na entrevista é a relação entre Frei Damião e Dom Hélder Câmara, arcebispo de Olinda e Recife entre 1964 e 1985.
Os dois religiosos tinham personalidades e formas de atuação pastoral bastante distintas. Frei Damião ficou conhecido pelo estilo tradicional das Santas Missões, com pregações, sacramentos, confissões e aconselhamento individual. Dom Hélder, por sua vez, tornou-se uma referência nacional e internacional pela defesa dos direitos humanos, pela atenção aos mais pobres e pela atuação em favor de mudanças sociais.
A diferença de caminhos não significa, necessariamente, oposição entre os dois. Frei Jociel afirma que o museu do Convento de São Félix conserva registros de encontros entre Frei Damião e Dom Hélder em momentos celebrativos. Também relata o conhecimento de outro encontro, organizado por pessoas próximas aos religiosos, embora não tenha sido possível identificar com precisão onde aconteceu.
Um dos episódios lembrados pelo vice-postulador ocorreu após a morte de Frei Damião, em 1997. Mesmo já como arcebispo emérito, Dom Hélder compareceu ao velório, realizado na Basílica da Penha, no Recife.
Frei Jociel recorda que, ao deixar o local, Dom Hélder foi questionado por um repórter sobre o missionário. Na lembrança do entrevistado, o arcebispo teria respondido: “Frei Damião é nosso, Frei Damião é de todos, é do mundo”. Também teria manifestado a convicção de que o frade estava junto de Deus, em razão da santidade de sua vida.
Frei Damião morreu em 31 de maio de 1997. Dom Hélder faleceu dois anos depois, em 1999.
A história dos dois permite observar a diversidade de expressões existentes dentro da Igreja Católica: de um lado, a missão religiosa marcada pela pregação tradicional e pela proximidade com os fiéis; de outro, uma atuação pastoral com forte presença no debate social e na defesa dos direitos dos mais vulneráveis.
Padre Cícero e Frei Damião: a origem de uma comparação popular
Crédito: Museu de Juazeiro do Norte
Outra questão abordada na entrevista é a relação entre Frei Damião e Padre Cícero Romão Batista, uma das figuras religiosas mais conhecidas da história do Ceará.
Ao longo dos anos, parte da população nordestina passou a comparar os dois religiosos. Há relatos populares que chegaram a apresentar Frei Damião como uma espécie de retorno de Padre Cícero.
Frei Jociel esclarece que eram pessoas diferentes e que, segundo os registros e a cronologia histórica, os dois nunca se encontraram. Frei Damião chegou ao Brasil em 1931, enquanto Padre Cícero morreu em 20 de julho de 1934.
A comparação, explica o vice-postulador, está relacionada principalmente à maneira como ambos eram vistos pelo povo: conselheiros, figuras de acolhimento e referências espirituais para pessoas que buscavam orientação em momentos difíceis.
Com a morte de Padre Cícero, muitos devotos passaram a sentir a ausência daquela figura de referência. A chegada de Frei Damião, com uma forma de aconselhar e acolher que lembrava a do sacerdote cearense, contribuiu para que parte da população estabelecesse essa associação.
O missionário também esteve em Juazeiro do Norte, onde, durante suas passagens, hospedava-se no convento franciscano e realizava Santas Missões. Frei Jociel recorda ainda a proximidade de Frei Damião com Monsenhor Murilo, que por muitos anos atuou como pároco da cidade.
O entrevistado, porém, afirma não conhecer registros escritos ou gravações que comprovem que Frei Damião tenha falado publicamente sobre Padre Cícero em suas pregações.
A presença de Frei Damião no Agreste Setentrional
Frei Damião com o vereador Sebastião Mendes e o padre Jonas Menezes e Silva
Crédito: Arquivo fotográfico do Blog do Dimas Santos. Atenção: publicação informa que a imagem colorida recebeu tratamento por IA.
A memória de Frei Damião também permanece fortemente ligada a municípios do interior de Pernambuco, entre eles João Alfredo, Limoeiro e Nazaré da Mata.
Durante a entrevista, Frei Jociel confirma que o missionário esteve muitas vezes nessa região e cita a proximidade com religiosos que acompanharam seu trabalho, entre eles Monsenhor Jonas Menezes e Silva.
Um registro fotográfico publicado pelo jornalista Dimas Santos apresenta Frei Damião ao lado de Monsenhor Jonas e do vereador Sebastião Mendes durante uma semana missionária realizada em João Alfredo, em 1976. A imagem é atribuída ao fotógrafo Hermes Portela.
O registro ajuda a documentar a passagem do missionário pelo Agreste Setentrional e reforça a importância de preservar a memória das visitas que marcaram a religiosidade de diferentes comunidades.
Na entrevista, também foi lembrada uma história popular sobre uma missão em João Alfredo, quando, segundo o relato de uma moradora, Frei Damião teria feito uma oração diante da ameaça de chuva e a chuva não teria atingido a área em frente à igreja. Frei Jociel afirmou não conhecer especificamente esse episódio, embora já tivesse ouvido histórias semelhantes em outros lugares.
O cuidado em diferenciar relatos populares de fatos documentados é importante para preservar a memória do religioso sem apresentar como comprovadas histórias que não foram verificadas.
Padre Luís Cecchin e a memória religiosa de
Limoeiro
Prefeitura de Limoeiro participa da Missa de Ação de Graças pelo Centenário do Servode Deus Luís Cecchin.
Crédito: SEICOM
A conversa também trouxe à lembrança outro sacerdote italiano que marcou a história de Limoeiro: Padre Luís Cecchin.
Nascido em 11 de dezembro de 1924, em San Martino di Lupari, na Itália, o sacerdote chegou ao Brasil em 1969 e a Limoeiro em 26 de maio daquele ano. Durante mais de quatro décadas, dedicou sua atuação religiosa e social às comunidades, especialmente às pessoas mais pobres.
Padre Luís Cecchin faleceu em 26 de março de 2010, e seus restos mortais estão sepultados na Igreja Matriz de São Sebastião, em Limoeiro.
Em 6 de fevereiro de 2024, foi aberta oficialmente a causa de beatificação e canonização do sacerdote, que passou a ser reconhecido pela Igreja como Servo de Deus.
Questionado sobre a possibilidade de ter havido convivência entre Padre Luís Cecchin e Frei Damião, Frei Jociel afirmou conhecer a história do sacerdote italiano e ter participado de orientações relacionadas à abertura de sua causa, mas disse não possuir registros de que os dois religiosos tenham se encontrado.
A lembrança dos dois missionários italianos aproxima histórias distintas de dedicação religiosa que deixaram marcas profundas na população de Limoeiro e de outras cidades pernambucanas.
A simplicidade, os símbolos religiosos e os relatos populares
A imagem de Frei Damião era frequentemente associada ao hábito marrom dos capuchinhos, ao crucifixo e ao terço. Na entrevista, Frei Jociel explica que o hábito é uma vestimenta própria da tradição franciscana e que o religioso seguia o carisma de São Francisco de Assis.
O entrevistado faz uma distinção entre hábito religioso e batina, expressão mais associada ao clero diocesano. O crucifixo representava a fé cristã na redenção, enquanto o terço expressava a devoção a Nossa Senhora.
O rosário acompanhou Frei Damião até seus últimos momentos. Segundo Frei Jociel, o frade permaneceu com o terço nas mãos até o último suspiro.
A memória popular também preservou histórias sobre acontecimentos extraordinários atribuídos ao missionário, como previsões sobre chuvas, bênçãos em estradas e relatos de que ele teria aparentado flutuar durante caminhadas.
Frei Jociel apresenta essas narrativas como relatos transmitidos por devotos e por outros religiosos. No caso das histórias sobre uma suposta levitação, menciona explicações relacionadas às dificuldades de circulação, à erisipela e ao cansaço físico. Não se trata, portanto, de fenômenos reconhecidos oficialmente pela Igreja como milagres.
Outra expressão bastante conhecida, “um domingo sem missa é uma semana sem Deus”, também foi lembrada na entrevista. Segundo Frei Jociel, embora tenha sido repetida por Frei Damião, a frase é originalmente atribuída a São João Maria Vianney, conhecido como Cura d’Ars.
Os últimos anos, os problemas de saúde e a morte
Velório e despedidas dos fiéis, Recife, 1997
Crédito: Jornal do Commercio
Os problemas de saúde acompanharam Frei Damião durante boa parte da vida e se agravaram com o avanço da idade.
Segundo Frei Jociel, as dificuldades de circulação estavam relacionadas às consequências do período em que o religioso serviu na Primeira Guerra Mundial. A erisipela também provocava sofrimento e problemas na pele.
O frade apresentava uma curvatura acentuada na coluna, descrita pelo entrevistado como escoliose. A postura adotada durante as longas horas de confissão, quando costumava inclinar o corpo para ouvir os fiéis, teria contribuído para agravar o problema.
Com o passar dos anos, também surgiram dificuldades respiratórias. Nos últimos meses, precisava de um suporte para manter o queixo e facilitar a respiração.
A biografia divulgada pelos capuchinhos registra que, depois de uma embolia pulmonar em 1990, Frei Damião reduziu o ritmo das missões, passando a realizar atividades principalmente nos finais de semana. Em fevereiro de 1997, realizou sua última Santa Missão, na cidade de Capoeiras, em Pernambuco.
Frei Damião morreu em 31 de maio de 1997, às 19h20, no Real Hospital Português, no Recife. A causa da morte foi relacionada a complicações cardíacas e respiratórias.
Velório e despedidas dos fiéis, Recife, 1997
Crédito: Jornal do Commercio
O velório ocorreu na Basílica da Penha, no Centro do Recife, e mobilizou uma multidão de fiéis. A missa de corpo presente foi realizada no Estádio do Arruda. Em 4 de junho de 1997, o religioso foi sepultado na Capela de Nossa Senhora das Graças, anexa ao Convento de São Félix de Cantalice, no bairro do Pina, onde permanece seu túmulo.
A cobertura da época e os registros posteriores mostram a dimensão da comoção popular. O Jornal do Commercio, em reportagem publicada 25 anos depois, relembrou a presença de mais de 150 mil pessoas no velório, que durou três dias.
O processo de beatificação e canonização
Comunidade católica de Limoeiro vivencia abertura da causa de beatificação e canonização de Padre Luís Cecchin
Crédito: SEICOM
A trajetória de Frei Damião também é marcada pelo processo que poderá levá-lo ao reconhecimento oficial como beato e, posteriormente, santo da Igreja Católica.
A causa de beatificação e canonização foi aberta pela Arquidiocese de Olinda e Recife em 2003. A fase diocesana foi concluída em 2012, quando a documentação reunida foi encaminhada ao Vaticano.
Frei Jociel Gomes começou a assumir os trabalhos relacionados à causa em 2011, conforme relatou na entrevista. Ele explicou que estava exercendo a função de secretário da província religiosa quando foi chamado por seu superior para acompanhar o processo.
Em 8 de abril de 2019, o Papa Francisco autorizou a promulgação do decreto que reconheceu as virtudes heroicas de Frei Damião. A partir daquele momento, o religioso recebeu o título de Venerável.
Esse reconhecimento significa que a Igreja reconheceu que ele viveu as virtudes cristãs em grau heroico. Entretanto, ainda não significa que tenha sido beatificado ou canonizado.
De acordo com Frei Jociel, a causa aguarda a conclusão dos estudos relacionados a um possível milagre atribuído à intercessão de Frei Damião. O vice-postulador informou que a documentação do caso já foi reunida e encaminhada a Roma. Por se tratar de um procedimento sob sigilo, não revelou detalhes sobre a pessoa envolvida, o local ou a situação analisada.
A avaliação de um possível milagre envolve diferentes instâncias da Igreja, incluindo análise médica e teológica. Caso o reconhecimento seja favorável e as demais etapas sejam concluídas, poderá ser autorizada a beatificação.
Depois da beatificação, a canonização exige, em regra, o reconhecimento de um segundo milagre atribuído à intercessão do beato, ocorrido após a beatificação.
Não existe um prazo definido para a conclusão dos estudos. Segundo Frei Jociel, o andamento depende das agendas e avaliações das instâncias responsáveis no Vaticano.
Uma memória que permanece viva no Nordeste
Ao final da entrevista, Frei Jociel falou sobre a importância de Frei Damião não apenas para a história religiosa, mas também para a cultura nordestina.
O vice-postulador destacou o carinho dos devotos de Limoeiro e dos municípios vizinhos, lembrando que a memória do missionário permanece presente nas comunidades que receberam suas Santas Missões.
A entrevista termina com uma mensagem dirigida aos ouvintes da Rádio Cultural FM e às pessoas que acompanham a programação pelas redes sociais. Do local onde Frei Damião viveu seus últimos anos e onde está sepultado, Frei Jociel pediu que o religioso interceda pelos fiéis e por todos aqueles que mantêm viva sua memória.
A trajetória de Frei Damião reúne formação religiosa, experiências de guerra, missões populares, histórias transmitidas de geração em geração e uma devoção que atravessou fronteiras. Mais de duas décadas depois de sua morte, seu nome continua presente na religiosidade e na cultura do Nordeste.
No aniversário de 128 anos de seu nascimento, a reportagem especial da Rádio Cultural FM 96,3 de Limoeiro revisita essa história a partir do testemunho de quem acompanha diretamente sua causa na Igreja Católica.
Frei Damião é Venerável. A expectativa pela beatificação permanece, enquanto o processo segue em análise no Vaticano.
ENTREVISTA: Luís Correa
ENTREVISTADO: Frei Jociel Gomes
EDIÇÃO: Victor Aires
IMAGENS E CINEGRAFIA:
Luciano Santos
VEICULAÇÃO: Rádio Cultural FM 96,3 de Limoeiro
BLOG: O Repórter que Chega Primeiro